Greve dos Correios continua e não tem previsão de encerramento; veja como ficam as entregas Jornal Nacional/ Reprodução A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14), por tempo indeterminado e sem previsão de encerramento, segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT). A paralisação começou na sexta-feira (11), após trabalhadores rejeitarem, em assembleias, uma proposta apresentada pela empresa nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Entre as reivindicações da categoria estão avanços nas negociações, preservação de direitos e garantias relacionadas ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a FINDECT, um dos principais impasses nas negociações é o plano de saúde dos funcionários.
A entidade afirma que a direção dos Correios pretende fazer alterações no benefício. "A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores", diz a federação.
Em nota enviada ao g1, os Correios informaram que acionaram o "Plano de Continuidade de Negócios" para reduzir os impactos da paralisação e manter os serviços em todo o país. A empresa não informou, porém, se haverá alteração nos prazos de entrega ou quais regiões poderão ser mais afetadas pela paralisação. Segundo a estatal, a rede de agências permanece aberta ao público.
(leia a íntegra ao final da reportagem) Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato com os Correios pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa.
Agora no g1 TST determina manutenção de 80% do efetivo Os Correios ajuizaram, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. No sábado (12), o TST determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade ou estabelecimento da empresa durante a paralisação.
A medida abrange trabalhadores das unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC). Ainda é possível que as partes cheguem a um acordo antes do julgamento.
Até que haja uma solução para o impasse, a FINDECT orienta os sindicatos filiados a manterem a greve e a continuidade das mobilizações. A federação afirma que permanece aberta ao diálogo e defende a construção de uma proposta que possa ser submetida à avaliação dos trabalhadores.
Regiões que aderiram à greve Segundo a FINDECT, as seguintes entidades aprovaram a paralisação: SINTECT-AC (Acre) — assembleia prevista para hoje SINTECT-AL (Alagoas) SINTECT-AM (Amazonas) SINTECT-AP (Amapá) SINTECT-BA (Bahia) SINTECT-CAS (Campinas) SINTECT-CE (Ceará) SINTECT-DF (Distrito Federal) SINTECT-ES (Espírito Santo) SINTECT-GO (Goiás) SINTECT-JFA (Juiz de Fora) SINTECT-MG (Minas Gerais) SINTECT-MT (Mato Grosso) SINTECT-RO (Rondônia) SINCORT-PA (Pará) SINTECT-PB (Paraíba) SINTECT-PE (Pernambuco) SINTECT-PI (Piauí) SINTCOM-PR (Paraná) SINTECT-RN (Rio Grande do Norte) SINTECT-RR (Roraima) SINTECT-RPO (Ribeirão Preto) SINTECT-RS (Rio Grande do Sul) SINTECT-SC (Santa Catarina) SINTECT-SE (Sergipe) SINTECT-SJO (São José do Rio Preto) SINTECT-SMA (Santa Maria) SINTECT-TO (Tocantins) SINTECT-URA (Uberaba) SINTECT-VP (Vale do Paraíba) SINDECTEB (Bauru e região) SINTECT-MA (Maranhão) SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul) SINTECT-RJ (Rio de Janeiro) SINTECT-Santos (Santos e região) SINTECT-SP (São Paulo) Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres consecutivos no vermelho.
No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do segundo trimestre, no entanto, foi menor que o registrado nos dois trimestres anteriores: o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025. A empresa havia registrado prejuízo recorde no primeiro trimestre deste ano.
Os Correios esperam receber um novo empréstimo até 15 de setembro. O g1 apurou que a nova injeção de recursos deve vir de um consórcio formado por bancos, como ocorreu no fim do ano passado, quando a empresa recebeu R$ 12 bilhões. Desta vez, o grupo deve envolver três instituições financeiras estrangeiras — Citibank, J.P.
Morgan e Deutsche Bank — e o Banrisul. O novo empréstimo, de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do primeiro semestre deste ano, divulgadas no fim de agosto. O que dizem os Correios "Os Correios acionaram seu Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em todo o país e reduzir eventuais impactos da paralisação anunciada pelas entidades sindicais no último dia 10.
Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico. Vale destacar que a rede de agências permanece aberta ao público. A estatal ajuizou, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve. No sábado (12), o tribunal determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade, em cada unidade ou estabelecimento da empresa, abrangendo as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal, durante a paralisação.
O julgamento do dissídio coletivo está marcado para o dia 21 de setembro, às 13h30. Ainda é possível haver acordo entre as partes no curso do processo, antes do julgamento. A estatal reafirma o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, porém, ressalta que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível.
A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas. Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa".



