Míssil sendo disparado de sistema de defesa aéreo Patriot. Reprodução/Raytheon Technologies O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse nesta sexta-feira (25) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu a ele a "aprovação final" para que a Ucrânia produza de forma licenciada mísseis Patriot, da defesa aérea mais avançada do mundo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Em nossa última reunião, o presidente Trump enfatizou para mim que sim, tomei uma decisão final.

A Ucrânia receberá licenças para a produção de mísseis Patriot", disse Zelensky em uma mensagem de voz enviada a jornalistas. A fala de Zelensky é a mais recente sobre o assunto, que teve uma série de reviravoltas. Trump havia afirmado em julho durante uma cúpula da Otan que os EUA licenciariam a construção de mísseis Patriot para a Ucrânia, porém ele havia demonstrado certa relutância sobre o tema desde então.

O Patriot é o sistema de defesa aérea antimísseis mais avançado do mundo. Os mísseis que integram seu sistema são complexo e caros para fabricar, por isso não são tão abundantes.

Mais avançado do mundo e 'provocação' à Rússia: conheça o Patriot, sistema de defesa aérea que Trump vai enviar à Ucrânia Agora no g1 A Ucrânia recebeu de seus aliados —EUA e europeus— centenas de baterias ao longo da guerra contra a Rússia, porém seus estoques esvaziaram por conta dos ataques aéreos russos diários ao longo dos mais de quatro anos de conflito.

As tratativas para o licenciamento da tecnologia para produzir Patriots decorre de uma crise na defesa aérea ucraniana, que há meses não consegue interceptar os mísseis balísticos russos. Negociações pela paz Zelensky afirmou a jornalistas nesta sexta que os EUA propuseram uma reunião trilateral com a Rússia que seria sediada nos Emirados Árabes. Essas tratativas de paz, no entanto, seriam a nível técnico e não envolveriam as lideranças dos países, segundo o líder ucraniano.

Também nesta sexta, o Kremlin disse que uma reunião trilateral poderia ocorrer em breve, porém não deu mais detalhes. O enviado presidencial russo Kirill Dmitriev estava nos EUA nesta semana e se reuniu com os enviados especiais do governo Trump para terminar o conflito, Steve Witkoff e Jared Kushner, na quinta-feira, disse uma fonte à agência de notícias Reuters.

O Kremlin afirmou que Dmitriev "está conversando" com os negociadores norte-americanos e que o diálogo se concentrou na questão de uma possível cooperação econômica entre EUA e Rússia.