Polícia Civil descarta hipótese de que menino tenha atirado contra a própria cabeça Os vizinhos do menino de 10 anos que levou três tiros na cabeça relataram à Polícia Civil ter ouvido gritos no dia dos disparos. Segundo o delegado responsável pelo caso, André Veloso, os depoimentos reforçaram a suspeita de tentativa de homicídio e de maus-tratos contínuos contra a criança.
Em entrevista à TV Anhanguera, o delegado informou que as agressões contra o menino seriam recorrentes, e as testemunhas afirmaram que, no dia dos disparos, ouviram pedidos de socorro vindos da casa. “Os vizinhos escutaram a gritaria: ‘Ai, ai, ai, ai, para, para, para, mãe, mãe, mãe, para, para’”, declarou o delegado. Criança leva tiro acidental na cabeça e carro da família capota a caminho do hospital O g1 não conseguiu localizar a defesa dos investigados até a publicação desta reportagem.
Conforme a investigação, o menino tinha um histórico de violência e era agredido com frequência. Segundo o delegado, os relatos dos vizinhos também ajudaram a colocar em dúvida a versão apresentada pela mãe, de que a criança teria atirado acidentalmente contra a própria cabeça. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O caso aconteceu na zona rural de Palmeiras de Goiás, na segunda-feira (14).
Após os disparos, a família socorreu o menino e o levou de carro para um hospital. Segundo as informações apuradas pela TV Anhanguera, a mãe conduzia o veículo quando perdeu o controle e capotou na estrada. O padrasto também ficou ferido, mas sem gravidade.
A criança está internada em estado gravíssimo na UTI do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. Criança leva tiro acidental na cabeça e carro da família capota a caminho do hospital em Palmeiras de Goiás Reprodução/TV Anhanguera Perícia contesta versão apresentada pela mãe Conforme o delegado André Veloso, a criança tem ferimentos incompatíveis com a versão apresentada pela mãe, de que a criança teria provocado o acidente com uma espingarda de pressão.
A perícia e a investigação apontaram que a espingarda de cano longo exige recarga manual a cada disparo e demanda esforço físico incompatível com a capacidade da criança. “É difícil acreditar que ele tenha conseguido uma única vez atirar, porque a arma é pesada, o braço dele é curto. E no local que foi atirado, na fronte, é difícil ele ter esticado o braço e conseguido acionar o gatilho.
Agora, três vezes é impossível ele ter atirado.” Menino levou três tiros na cabeça e ferimentos são incompatíveis com versão apresentada pela mãe, diz polícia LEIA TAMBÉM: Disparos: Criança leva tiro acidental na cabeça e carro da família capota a caminho do hospital Prisão dos pais: Mãe, padrasto e fazendeiro são presos após criança ser baleada na cabeça e família alegar tiro acidental em Goiás Ferimentos: Menino levou três tiros na cabeça e ferimentos são incompatíveis com versão apresentada pela mãe, diz polícia Prisão dos suspeitos e investigaação A mãe, o padrasto e o proprietário da residência onde ocorreu o caso foram presos por suspeita de tentativa de homicídio na segunda-feira (21).
O fazendeiro, que vivia com a família, também foi preso. De acordo com o delegado, ele se considerava pai afetivo do padrasto do menino. O investigador afirmou que, quando a Polícia Militar foi até a casa, ele impediu que os militares falassem com a mãe da criança, dizendo que ela estaria abalada.
Segundo o delegado, as atitudes do fazendeiro ajudaram a polícia a convencer o Poder Judiciário de que ele poderia estar envolvido no crime ou tentando atrapalhar o curso das investigações. Mãe, padrasto e fazendeiro são presos após criança ser baleada na cabeça e família alegar tiro acidental em Goiás Segundo o delegado, o padrasto da criança disse à polícia que estava fora de casa, visitando uma fazenda vizinha por volta do meio-dia, não tendo presenciado quando o disparo aconteceu.
No entanto, após uma investigação, os policiais descobriram que ele visitou o local em um horário muito próximo do tiro. O delegado afirmou que o caso segue sendo investigado como tentativa de homicídio qualificado, estando descartada a hipótese de tiro acidental. "As ações individualizadas, temos 30 dias de prisão temporária para tentar verificar quem fez o quê", destacou.
Parentes sob anonimato afirmaram desconfiar do comportamento da mãe após o ocorrido e manifestaram alívio com o avanço da apuração para identificar os verdadeiros responsáveis. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás



