Seis pessoas morrem e mais de 30 ficaram feridas em um acidente na BR-116 As seis pessoas que morreram no acidente entre um ônibus e uma carreta na BR-116, em Cachoeira de Pajeú, foram identificadas pela Polícia Civil de Minas Gerais. "Nós concluímos pela manhã a identificação dos corpos, são cinco mulheres e um homem, com idades entre 25 e 70 anos, eles são oriundos da região Norte do estado da Bahia", detalhou o delegado regional de Pedra Azul, Thiago Carvalho.
📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp Os corpos das vítimas, que não tiveram os nomes divulgados, serão levados para a Bahia e São Paulo, conforme pedido dos familiares. Posto Médico Legal de Pedra Azul Izabela Gonçalves Ainda de acordo com o delegado regional de Pedra Azul, o acidente já está sendo investigado.
"Foi instaurado o inquérito policial para apuração da circunstância desse acidente, já foram feitas oitivas de várias pessoas, tanto dos motoristas e também dos passageiros que estavam ocupando o ônibus." Ônibus não tinha licença de viagem A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus envolvido no acidente que deixou seis pessoas mortas e mais de 20 feridas na BR-116, em Cachoeira de Pajeú, não possuía licença de viagem emitida para o deslocamento.
Segundo a agência, o veículo pertence à empresa Transportes Turísticos Papatur Ltda. e estava em processo de inclusão na frota de outra empresa. No entanto, a análise ainda não havia sido concluída.
Em nota, a ANTT afirmou que, por esse motivo, o veículo não estava autorizado a operar o serviço. "Como o processo de inclusão ainda não foi concluído, o veículo não estava apto, perante a ANTT, a realizar o serviço e não havia licença de viagem emitida para o deslocamento", informou. A agência esclareceu ainda que o ônibus possuía Certificado de Segurança Veicular e cronotacógrafo regulares.
O g1 procurou pela Papatur, mas não havia recebido retorno até a última atualização desta reportagem. A ANTT destacou que uma eventual irregularidade depende da confirmação de que a viagem foi realizada em nome da empresa que solicitou a inclusão do veículo na frota. "Se ficar confirmado que a viagem foi realizada em nome dessa outra empresa sem a emissão da licença, fica identificada a irregularidade", disse.
Apesar disso, o órgão ressaltou que a situação, por si só, não caracteriza transporte clandestino de passageiros. "Mas isso não significa que o serviço esteja enquadrado no transporte clandestino de passageiros", acrescentou. Sobre o acidente A colisão entre o ônibus e a carreta ocorreu por volta das 20h desta terça-feira (15), na altura do km 25 da rodovia.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o veículo seguia de São Paulo para Senhor do Bonfim (BA). O acidente aconteceu no trevo que liga as BRs-251 e 116. “O ônibus seguia na BR-251 e ao invés de parar ele seguiu e colidiu transversalmente no caminhão, que seguia no sentido Cachoeira do Pajeú a Itaobim.
Após a primeira colisão, houve o tombamento de ambos os veículos”, disse o PRF Victor Júnior. A PRF informou que está trabalhando na elaboração de um laudo para apurar as circunstâncias da colisão. A Polícia Civil também instaurou um inquérito para investigar o caso.
O trânsito na rodovia ficou interditado após a colisão e foi liberado nos dois sentidos por volta das 0h35. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal de Pedra Azul para identificação.
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