Governo federal vai prorrogar bolsas de pesquisadores afetados por incêndio na UFPE Cerca de 200 dissertações e teses de pós-graduação foram prejudicadas pelo incêndio que destruiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), segundo a reitoria da instituição. Na quinta-feira (8), em visita ao local, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que as bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado dos pesquisadores afetados serão prorrogadas (veja vídeo acima).
O incêndio, que atingiu um centro de pesquisas da área de informática e saúde, começou na noite da quarta (7) e só foi controlado na madrugada do dia seguinte. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 100 milhões, com a perda de 20 anos de estudos científicos.
✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Após acompanhar uma vistoria técnica realizada no edifício, Leonardo Barchini anunciou a construção de um novo centro de pesquisas, ao custo de R$ 28 milhões, e a destinação de recursos para readquirir os equipamentos perdidos. Além disso, de acordo com o ministro, a universidade fechou parcerias com instituições nacionais e estrangeiras para ajudar na conclusão das pesquisas.
"Para aqueles pesquisadores, doutorandos que estão já em fase final de sua tese, nós abrimos um chamamento especial para o programa que a gente chama de PDSE, que é o Programa de Doutorado de Sanduíche no Exterior, todos esses pesquisadores e estudantes de doutorado poderão fazer parte de seus estudos no exterior, em laboratórios na Alemanha, nos Estados Unidos, na França, em países que já se comprometeram a apoiar a Universidade Federal de Pernambuco", afirmou.
LEIA TAMBÉM: Professores choram após incêndio destruir prédio de pesquisas na UFPE Prédio incendiado tinha laboratórios com pesquisas sobre câncer, covid-19 e autismo Destruição de equipamentos e pesquisas preocupa estudantes O que se sabe sobre os três incêndios que aconteceram em sete dias A medida também vale para estudantes de mestrado e professores que estão no pós-doutorado.
De acordo com o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, todos os materiais de pesquisa que estavam no local foram consumidos pelo local e não há risco de contaminação. "Nossa grande preocupação é que nós temos aproximadamente 200 dissertações e teses em andamento aqui nos diversos laboratórios, e precisamos evitar que essas pesquisas parem, ou seja, precisamos dar continuidade.
E estamos também colocando nossos serviços de Psicologia, nossos serviços de outras áreas, para apoiar os nossos estudantes e também os nossos professores e professoras que estão aqui trabalhando", informou. Incêndio destruiu centro de pesquisas na UFPE, na Zona Oeste do Recife Mariane Monteiro/g1 Terceiro incêndio em uma semana Delegado regional executivo da Polícia Federal, Rodrigo Bastos, fala sobre investigação após incêndio na UFPE Reprodução/TV Globo O incêndio é o terceiro registrado na UFPE em uma semana.
O caso mais recente é investigado pela Polícia Federal (PF), que apura as causas do fogo e se houve crime. Peritos especializados do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, vão reforçar a equipe responsável pelos trabalhos em Pernambuco, segundo o delegado regional executivo da Polícia Federal, Rodrigo Bastos, que também esteve no local nesta quinta.
"Nesse momento vai haver, sim, um reforço de peritos que virão do Instituto Nacional de Criminalística em Brasília, que são equipes mais especializadas para eventos específicos, que contam com equipamentos próprios também e que vão trabalhar em conjunto com os peritos aqui para tentar dar uma resposta pericial o mais rápido possível", detalhou. No dia 30 de setembro, chamas se alastraram num laboratório do Departamento de Física. Ninguém ficou ferido.
Segundo a instituição, a suspeita é que o fogo tenha sido causado numa câmara de alta temperatura usada para aquecimento de substâncias. No domingo (4), outro incêndio foi registrado no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Também não houve vítimas.
Segundo o reitor Alfredo Gomes, as causas dos dois primeiros incêndios foram identificadas pela universidade. "Dos dois incêndios anteriores, nós já identificamos as causas. O primeiro foi no laboratório do Departamento de Física e foi resultado de um experimento que estava sendo realizado, então foi prontamente contido.
O segundo foi no laboratório do Centro de Biociências, de um curto-circuito no ar-condicionado, perdemos um freezer -80 graus, muito importante para a pesquisa. Esses casos foram devidamente já esclarecidos para o nosso público interno. As razões aqui nós não conhecemos, por isso demandamos à Polícia Federal a devida investigação", afirmou.
Infográfico sobre os três incêndios que aconteceram na UFPE em sete dias Arte/g1 VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias



