Fumaça encobre céu de Itacoatiara nesta terça-feira (3) Liam Cavalcante/Rede Amazônica A qualidade do ar considerada crítica levou Parintins e Itacoatiara, no interior do Amazonas, a suspender as aulas presenciais da rede pública nesta terça-feira (3). A medida foi adotada para proteger estudantes e professores dos riscos à saúde provocados pela poluição. Em Parintins, as equipes avaliam as condições do ar ao longo da manhã para decidir se as aulas serão retomadas no período da tarde.
Segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o município registrou, por volta das 7h, concentração de partículas de 176,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³). O índice é classificado como "péssimo". 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp 🔎 A qualidade do ar é considerada boa pelo Selva quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³.
Acima desse nível, os índices passam por classificações que variam de moderada a péssimo, conforme a escala utilizada pelo sistema. Fumaça em Itacoatiara: poluição compromete a qualidade do ar desde setembro Em Itacoatiara, as aulas presenciais também foram suspensas após os indicadores ambientais atingirem níveis de alerta. A decisão busca proteger a comunidade escolar.
De acordo com o Selva, o município registrou concentração de partículas de 53,7 µg/m³, índice classificado como "ruim". Monitoramento aponta poluição em outros municípios O mapa em tempo real do Selva mostra que a poluição do ar também afeta outras cidades do Amazonas. Os dados indicam índices que variam de ruim a péssimo.
Veja os registros: Barreirinha: 226.2 µg/m³; Nhamundá: 128,8 µg/m³; Boa Vista do Ramos: 120,2 µg/m³; Itapiranga: 78 µg/m³; Silves: 58,2 µg/m³; Maués: 54,3 µg/m³; Urucurituba: 51,3 µg/m³. 47 municípios estão em emergência no Amazonas Até o último domingo (1º), 47 municípios do Amazonas estavam em situação de emergência e outros 15 permaneciam em alerta devido aos efeitos da estiagem. Segundo estimativas do governo estadual, cerca de 146.425 famílias foram afetadas pelo fenômeno.
O estado mantém ações de prevenção e combate às queimadas e aos efeitos da estiagem em parceria com o governo federal. Cerca de 1,5 mil profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam na operação. As equipes contam com 18 aeronaves, sendo 16 do governo federal e duas do estadual.
A estrutura inclui oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros. O governo também contratou mais 153 brigadistas florestais por meio do programa Floresta em Pé. As ações incluem fiscalização ambiental, monitoramento de incêndios e entrega de veículos e equipamentos às equipes.
Como medida preventiva, o governo proibiu o uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, com exceção dos casos previstos em lei. Também decretou situação de emergência por 180 dias nas áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado devido à estiagem.



