Míssil sendo disparado de sistema de defesa aéreo Patriot. Reprodução/Raytheon Technologies O governo Trump anunciou nesta segunda-feira (31) novos acordos com indústrias de Defesa dos Estados Unidos para triplicar a entrega de mísseis Patriot e outros armamentos de defesa aérea em meio a uma escassez gerada por conta das guerras do Irã e da Ucrânia.

✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os novos contratos foram firmados com as empresas Lockheed Martin e General Dynamics Ordnance, têm duração de sete anos cada e preveem os seguintes compromissos, segundo o Departamento de Defesa norte-americano: Triplicar a capacidade de produção de mísseis interceptadores PAC-3 MSE; Quadruplicar a capacidade de produção dos interceptadores THAAD; Ampliar a fabricação de componentes essenciais para esses sistemas de defesa aérea.

Junto com os PAC-2, os mísseis PAC-3 (sigla para "Míssil de Capacidade Avançada Patriot", em português) são os armamentos utilizados dentro dos sistemas de defesa aérea Patriot, a mais avançada do mundo. Já o THAAD também é um sistema avançado antimísseis. O anúncio ocorre em um momento que os EUA enfrentam uma escassez de defesas aéreas avançadas por conta das guerras do Irã e da Ucrânia, o que tem afetado as capacidades militares do país.

Washington fornece os sistemas para o país europeu desde o início do conflito, em 2022, e passou a utilizá-los também no Oriente Médio durante os seis meses do conflito contra Teerã. No entanto, o governo Trump não informou quantos desses equipamentos que serão produzidos com o aumento acordado, e nem a magnitude da produção anual desses interceptadores atualmente. É possível que isso ocorra por motivos estratégicos, para não dar informações a países rivais.

O Departamento de Guerra disse apenas que os novos acordos representam "uma evolução na forma como trabalhamos em parceria com a indústria para ampliar o Arsenal da Liberdade, superar as ameaças emergentes e garantir que os combatentes nunca enfrentem uma luta em condições de igualdade". Esta reportagem está em atualização.