Fiscalização agropecuária da Cidasc contra a doença de Newcastle Kelly Magri/Cidasc Um segundo foco da doença de Newcastle — cuja confirmação resultou na restrição de países à importação da carne de aves brasileiras — foi detectado em uma granja comercial de perus no Oeste de Santa Catarina. O novo registro foi confirmado pelas autoridades na noite de sábado (24), cinco dias após o primeiro caso, informado na segunda-feira (19).
O novo foco foi na cidade de Coronel Freitas, distante cerca de 35 quilômetros de Nova Itaberaba, onde o vírus foi detectado pela primeira vez. As duas cidades estão dentro da área de emergência zoosanitária, decretada na região pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Governo Federal decretou emergência zoosanitária em SC após foco Cinco países limitam importação da carne de aves do Brasil Apesar do segundo registro, as duas propriedades e centenas de estabelecimentos no entorno, passam por ações de fiscalização e controle sanitário coordenadas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). "A situação já está sob controle tático.
Isso porque mais de 70% da zona de vigilância deste novo foco está sobreposta à área do primeiro foco. Na prática, isso significa que a maior parte das propriedades do entorno já foi mapeada, vistoriada e se encontra sob a vigilância ativa das equipes da Cidasc, restando apenas a inclusão de poucas propriedades no roteiro de fiscalização", informou a Cidasc, em nota. 🔍 A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres, podendo ser letal para esses animais.
Em humanos, ela pode causar, no máximo, conjuntivite transitória, que costuma durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, e não pelo consumo. O órgão reitera que apesar de detecção, nenhuma ave foi confirmada com a doença, e que as propriedades que passaram por testes que deram negativo para o vírus tiveram os animais saudáveis liberados para abate.
"Essa medida reforça que o sistema de contenção está tendo êxito, isolando apenas os pontos necessários e garantindo a continuidade econômica e a normalidade da produção nas áreas livres e seguras". Globo Rural: doença de Newcastle é registrada em granja de SC Presença do vírus em pombos de vida livre O vírus também foi detectado em pombos de vida livre (silvestres) na cidade de Marema, fora da zona de emergência inicial, o que acendeu o alerta para o reforço imediato das medidas de biosseguridade em toda a região.
"É fundamental esclarecer à população e aos produtores que trata-se de pombos de vida livre (animais soltos na natureza), que já apresentavam sinais clínicos da doença, posteriormente confirmados em laboratório", detalha o órgão. A Cidasc esclareceu ainda que o foco em Coronel Freitas é originário do vírus transmitido pelos pombos. A orientação nestes casos é que os produtores comerciais reforcem a proteção nos aviários.
"Controle de pragas e desinfecção de veículos e calçados, impedindo qualquer contato entre aves silvestres/de vida livre e os plantéis comerciais". Força-tarefa de controle sanitário O relatório da Cidasc mostra no sábado (24) foi concluída a primeira rodada completa de vigilância nos estabelecimentos comerciais de toda a área de emergência, que além de Nova Itaberaba e Coronel Freitas, atinge as cidades de Nova Erechim e Águas Frias.
O Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo) apresentou os seguintes dados: Mais de 160 propriedades comerciais (entre galinhas e perus) já passaram por vigilância; 317 propriedades de subsistência foram fiscalizadas; 78 coletas de amostras foram realizadas para garantir a segurança sanitária; Quatro barreiras sanitárias móveis e fixas seguem ativas 24 horas por dia, controlando o trânsito e realizando a desinfecção de veículos. Reveja os VÍDEOS mais assistidos do g1 SC



