Eduardo Razuk: influencer é preso suspeito de fazer rifas ilegais de carros de luxo O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) tornou réu o influenciador Eduardo Razuk, por venda ilegal de rifas na internet. Razuk está preso desde agosto deste ano por suspeita de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias.
Golf-GTI: influencer ostentava coleção milionária de carros vindos da Europa O irmão de Eduardo, Rafael Razuk e outras seis pessoas também viraram réus e são acusados de envolvimento no esquema criminoso. As informações foram publicadas pelo TJMS nesta quinta-feira (24). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Em nota, a defesa de Eduardo Razuk disse que as provas já apresentadas no processo não foram analisadas no âmbito da decisão (leia a íntegra mais abaixo).
🔎Quem é Eduardo Razuk? Ele é influencer e conhecido por promover rifas de carros de luxo com valores a partir de R$ 1,49 em plataformas digitais. Nas redes sociais, ele acumulava mais de 2 milhões de seguidores.
Razuk postava na internet vídeos dirigindo e mostrando os veículos de alto valor. Investigação A apuração teve início a partir da atuação de Eduardo Razuk, influenciador digital de Campo Grande com milhões de seguidores. De acordo com a Polícia Civil, elementos reunidos durante a investigação indicaram que Razuk promovia rifas com finalidade lucrativa pela internet de forma ininterrupta desde 2019.
Ao todo, segundo a polícia, foram identificadas mais de cem edições. Os prêmios eram, em geral, veículos de luxo avaliados entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, além de celulares e valores transferidos por meio de Pix. A polícia afirma que, entre 2019 e 2025, os sorteios eram promovidos sem autorização dos órgãos competentes.
LEIA TAMBÉM Como rifas de carros de luxo levaram Eduardo Razuk à prisão e fizeram ‘império digital’ sair do ar A investigação aponta que, a partir de 2025, o grupo passou a adotar uma estrutura que, segundo a Polícia Civil, teria como objetivo dar aparência de legalidade às rifas e dificultar a identificação da origem dos recursos. Conforme a apuração, uma empresa da Paraíba, que possuía autorização para exploração lotérica no estado, passou a aparecer formalmente como organizadora dos sorteios.
Enquanto isso, o influenciador seria apresentado apenas como “divulgador”. Para a Polícia Civil, porém, essa estrutura não correspondia à forma como a atividade era efetivamente conduzida. A empresa paraibana é apontada pela investigação como uma possível empresa de fachada, utilizada para permitir que influenciadores de diferentes estados continuassem promovendo rifas sob uma suposta aparência de legalidade.
No caso investigado em Mato Grosso do Sul, os elementos reunidos pela polícia apontaram Eduardo Razuk como o responsável pela organização das rifas, apesar da estrutura formal apresentada. Segundo a investigação, o mecanismo teria três objetivos principais: manter a realização das rifas, dificultar eventuais fiscalizações e investigações e transmitir aos compradores a impressão de que os sorteios eram “legalizados” e “fiscalizados”.
O que diz a defesa O advogado Thiago Bunning disse ao g1 que os sorteios eram autorizados e feitos legalmente. Leia a nota na íntegra: "A decisão que recebeu a denúncia não analisou toda a prova que já foi apresentada durante a fase de investigação que comprova que os sorteios realizados eram autorizados e, portanto lícitos.
Também não existe lavagem de dinheiro, por duas razões: 1) Os sorteios eram autorizados, portanto a origem do patrimônio é lícita; 2) Não há ocultação de patrimônio, pois todos os bens eram adquiridos em seu nome e toda renda declarada. Vamos aguardar a citação do Eduardo para apresentar a resposta à acusação buscando, desde logo, o trancamento da ação da penal". Influencer Eduardo Razuk é preso com frota de carros de luxo em Campo Grande Redes sociais Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:



