Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (10) em alta, com um avanço de 0,14% perto das 9h, cotado a R$ 5,1189. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. ▶️O principal destaque da sessão fica por conta dos novos dados da inflação ao produtor dos Estados Unidos.
Com divulgação prevista para hoje, o indicador deve ser fundamental para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na próxima semana. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Ainda no exterior, as tensões no Oriente Médio seguem no radar.
Na véspera, o petróleo voltou a ultrapassar os US$ 100 pela primeira vez desde 24 de julho, após o exército americano destruir cinco petroleiros iranianos em retaliação a uma tentativa de ataque a um navio de guerra dos EUA. A piora do conflito continua a levantar preocupações com a oferta global de petróleo. PErto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,79%, cotado a US$ 102,01.
Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,17%, a US$ 97,17 o barril. ▶️ No Brasil, o mercado continua a acompanhar as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre investigações relacionadas ao Banco Master. Na véspera, o ministro do STF, Flavio Dino, determinou a reintegração imediata de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação.
Entenda. ▶️ Na agenda econômica, o foco fica com a nova Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). A expectativa é que o indicador mostre uma ala de 0,2% no setor na comparação mensal e de 0,1% na relação anual.
O mercado também avalia as novas medidas tributárias e de subvenção anunciadas pelo governo para os combustíveis. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar
a Acumulado da semana: -0,36%; Acumulado do mês: -1,31%; Acumulado do ano: -6,87%. 📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,25%; Acumulado do mês: +4,62%; Acumulado do ano: +15,20%. Petróleo volta a ultrapassar US$ 100 O petróleo voltou a superar os US$ 100 nesta quarta-feira (9), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. É a primeira vez em mais de um mês que a commodity atinge esse patamar.
A alta dos preços da commodity no mercado internacional acompanha o aumento das preocupações com o fluxo de petróleo no Oriente Médio. O conflito entre os Estados Unidos e o Irã já dura seis meses. Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo.
Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra.
Além disso, na véspera, vários navios petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária foram atacados pelos Estados Unidos. Segundo autoridades americanas, a ofensiva foi uma retaliação a uma tentativa do Irã de atingir um navio da Marinha do país. O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional.
Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros.
Cenário político e eleitoral O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. A decisão atende a um pedido formulado por Andrei Rodrigues dentro de um processo que já estava tramitando no STF e ocorre um dia depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores.
O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais. Dino é relator de um inquérito que investiga o repasse de emendas parlamentares federais a uma produtora responsável por produzir a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o filme "Dark Horse".
O ministro do STF disse que já havia autorizado a Polícia Federal a acessar a íntegra dos materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação sobre emendas parlamentares destinadas a empresas supostamente responsáveis pela produção do filme. Ao acolher o pedido, o relator ponderou que o afastamento determinado por André Mendonça prejudica diretamente o andamento dessa e de outras apurações urgentes sob sua relatoria.
🔎 Andrei Rodrigues sustentou ao Supremo que a sua saída do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da corporação. Dino também ressaltou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de um pedido do Partido Novo, o que considerou juridicamente inviável. Veja mais detalhes aqui.
A decisão volta a jogar luz no cenário político, uma vez que Mendonça está no centro de uma disputa com o ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito do Banco Master. Moraes, por sua vez, é um dos principais alvos de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral com Lula (PT). Bolsas globais Na Ásia, a maioria dos índices fechou em queda, à medida que a escalada das tensões no Oriente Médio reacenderam preocupações os preços do petróleo e a inflação global.
O SSEC, índice de Xangai, perdeu 0,43%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,53%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,27%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 0,20%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,25%.
* Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters



