Tarcísio comemora vitória na Zona Sul de SP Giba Bergamim/TV Globo Reeleito governador de São Paulo neste domingo (4), o carioca Tarcísio de Freitas (Republicanos) agradeceu a Deus e à familia no discurso de vitória. Às 20h39, Tarcísio tinha 62,70% dos votos válidos no estado de São Paulo, contra 36,37% do candidato do PT. O resultado foi confirmado às 19h39, com 90% das urnas apuradas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Ele acompanhou a apuração dos votos no espaço Villaggio JK, na Vila Olímpia, Zona Sul da capital, ao lado dos companheiros de chapa André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) — eleitos senadores. Para o discurso de comemoração, o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) foi o responsável por chamar o governador ao palco. Nunes enalteceu o fato de a votação de Tarcísio ser histórica no estado.
O senador eleito André do Prado também agradeceu pela "oportunidade". "Eu cheguei lá com a ajuda do senhor e com o time de Ricardo Nunes." Derrite lembrou que o estado terá "três senadores de direita" e que vão se engajar com "força total" no segundo turno para eleger o senador Flávio Bolsonaro (PL) para presidente. Disputa com cara de 2° turno Em 2026, os dois repetiram a disputa de 2022, mas em uma configuração diferente.
Se há quatro anos Tarcísio e Haddad precisaram avançar ao segundo turno para decidir a eleição, desta vez os dois chegaram à reta final do primeiro turno como os principais nomes da corrida. O resultado foi uma campanha de primeiro turno com características de segundo turno. A diferença entre os dois também foi diferente de quatro anos atrás.
Em 2022, Tarcísio venceu Haddad no segundo turno por 55,27% a 44,73% dos votos válidos, uma diferença de 10,54 pontos percentuais. Em 2026, a distância foi de [XX pontos percentuais]. Antes da pré-campanha, Haddad resistiu em disputar o comando do Palácio dos Bandeirantes pela segunda vez contra Tarcísio, mas acabou convencido pelo presidente Lula a deixar o Ministério da Fazenda e entrar na corrida.
Ao longo da disputa, as pesquisas mostraram Tarcísio largamente à frente durante praticamente toda a campanha: ele saiu da casa dos 40% e chegou a 50% dos votos totais, enquanto Haddad ficou por muito tempo em torno de 20% e só avançou para a casa dos 30% no fim. Com poucos candidatos competitivos, a campanha estadual perdeu espaço para as eleições presidenciais e para o Senado. A possibilidade do candidato do Republicanos vencer no primeiro turno também reduziu o interesse pela corrida.
Os candidatos Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estúdio da TV Globo para participar do debate entre candidatos ao governo de São Paulo Bob Paulino/Globo Campanha A campanha de 2026 foi marcada pela tentativa de Tarcísio de apresentar os resultados de sua primeira gestão e, ao mesmo tempo, manter a associação política com o campo bolsonarista.
Do outro lado, Haddad procurou explorar problemas da administração estadual e nacionalizar a disputa, principalmente ao relacionar o governador ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A segurança pública esteve entre os principais temas. A campanha de Haddad questionou a atuação do governo estadual diante da presença de facções criminosas e explorou relações políticas de aliados de Tarcísio com pessoas suspeitas de ligação com o PCC.
No último debate, realizado pela Globo, Haddad falou sobre a entrada do Comando Vermelho no interior e acusou a facção de se infiltrar em instituições públicas e privadas, como o transporte público da capital. Tarcísio rebateu destacando a redução de indicadores criminais durante sua gestão e atacou relações de políticos ligados ao PT com pessoas investigadas. A disputa também foi marcada pela nacionalização.
Haddad associou Tarcísio ao governo Bolsonaro e criticou a condução da pandemia durante a gestão do ex-presidente. Tarcísio, por sua vez, levou para o debate críticas ao governo Lula e à atuação de Haddad como ministro da Fazenda. Outro dos principais pontos de confronto foi a privatização da Sabesp.
Haddad transformou a companhia em uma das principais bandeiras de sua candidatura, criticou a privatização realizada durante o governo Tarcísio e defendeu rever a medida. O petista também explorou questões relacionadas a tarifas, abastecimento e episódios recentes envolvendo a prestação do serviço. Tarcísio, por outro lado, defendeu os resultados da empresa e argumentou que a privatização ampliou sua capacidade de investimento.
No último debate, Haddad citou problemas recentes de abastecimento e uma orientação da Sabesp relacionada ao consumo de água na Baixada Santista. O governador respondeu que não havia problema de potabilidade e atribuiu a situação à turbidez provocada pelas chuvas. Saúde e educação também estiveram entre os temas explorados pelos candidatos.
Haddad criticou filas e problemas no atendimento e apresentou propostas para ampliar a oferta de serviços, enquanto Tarcísio destacou investimentos em saúde digital e telemedicina. Na educação, o petista atacou a situação de crianças atípicas nas escolas, e o governador respondeu destacando resultados da política educacional e o chamado selo ouro concedido pelo Ministério da Educação a São Paulo.
O candidato à reeleição ao governo do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) fez caminhada na região central de São Paulo, nesta sexta-feira (2), acompanhado do prefeito da cidade, Ricardo Nunes e do candidato ao Senado, André do Prado (PL).
ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Quem é Tarcísio Engenheiro e ex-ministro da Infraestrutura do governo Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas entrou na política eleitoral em 2022, quando foi escolhido por Bolsonaro para disputar o governo de São Paulo pelo Republicanos. Naquele ano, ao disputar sua primeira eleição, venceu Haddad no segundo turno e se tornou o primeiro governador do estado eleito pelo partido.
No governo paulista, manteve proximidade política com Bolsonaro e consolidou uma posição de liderança no campo da direita em São Paulo. Ao longo do primeiro mandato, sua gestão teve como uma das principais marcas a agenda de concessões e privatizações, incluindo a Sabesp, além de investimentos em infraestrutura. Na campanha de 2026, Tarcísio procurou equilibrar a associação com o bolsonarismo com a defesa de seu próprio governo.
O governador também buscou ampliar sua presença na Grande São Paulo. A campanha foi aberta em Osasco, quinto maior colégio eleitoral do estado, numa estratégia para avançar sobre uma região em que Haddad havia tido desempenho melhor em 2022. A segurança pública ganhou espaço no programa de governo para o segundo mandato, aparecendo como o primeiro dos dez eixos apresentados pela campanha, à frente de saúde e educação.



