Mapa mostra distribuição de governos de direita e esquerda na América do Sul após reeleição de Lula em outubro de 2026. Arte/g1 O presidente Lula foi reeleito no domingo (25) para um quarto mandato presidencial, o que representou um revés para a direita, que vinha avançando na América do Sul, e manteve o Brasil como um dos únicos países do continente com um governo de esquerda atualmente.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Lula venceu em 62 países; Flávio Bolsonaro, em 38: MAPA mostra como foi a eleição no exterior A imprensa internacional também chamou atenção para esse fato em sua cobertura da reeleição de Lula. O presidente petista "freou o avanço da direita" no continente sul-americano e "manteve o Brasil à esquerda enquanto a América Latina vira à direita", segundo afirmou a mídia dos Estados Unidos.
Antes da vitória de Lula, candidatos de direita haviam conquistado as últimas cinco eleições presidenciais ocorridas na América do Sul: Em julho, Keiko Fujimori foi declarada presidente do Peru; Em junho, Abelardo de la Espriella venceu na Colômbia; Em dezembro de 2025, José Antonio Kast venceu no Chile; Em outubro de 2025, Rodrigo Paz venceu na Bolívia; Em abril de 2025, Daniel Noboa foi reeleito no Equador (ele concorreu como interino).
Esses cinco líderes parabenizaram Lula por sua reeleição, além do direitista Santiago Peña, presidente do Paraguai e no poder desde 2023. O presidente da Argentina, Javier Milei, não havia se pronunciado sobre a eleição brasileira até a última atualização desta reportagem. Outros líderes mundiais também parabenizaram Lula.
Todas essas eleições recentes, incluindo a brasileira, ocorreram sob a esfera de influência do governo de Donald Trump, que retornou à Casa Branca em janeiro de 2025. Nesse meio tempo, Trump apoiou de forma explícita alguns desses candidatos vencedores, e de forma implícita em outros momentos. Lula (PT) foi eleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL).
O pleito foi histórico porque marcou a primeira vez na História da democracia brasileira em que um candidato é eleito após ter ficado em 2º lugar no primeiro turno. Leia mais aqui. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) após o resultado do segundo turno das eleições Montagem/g1



