Suspeito de matar jovem no AC responde por feminicídio em RR O argentino Daniel Nestor Gusman, suspeito de matar Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, em Rio Branco, já responde por um feminicídio ocorrido há oito anos em Boa Vista, Roraima. Em julho de 2018, ele matou a esposa venezuelana Betzabeth Miguelina Adam Daza, de 23 anos, que estava grávida de seis meses.
Após o crime, Gusman foi preso no Acre em setembro daquele ano, quando tentava entrar no Brasil pela fronteira com o Peru, em Assis Brasil, no interior do estado. Ele estava foragido desde a morte de Betzabeth e foi localizado pela Polícia Federal no posto de imigração do município acreano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp Em 2022, o Tribunal do Júri de Roraima condenou Gusman a 24 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio, aborto e ocultação de cadáver.
A condenação apontou homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Daniel Nestor Gusman é suspeito de matar Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, em Rio Branco. Ele já foi condenado por matar a esposa grávida em Roraima, em 2018 Alexandre Lima/Arquivo Pessoal/Arquivo Jovem encontrada morta Maria Ramona foi encontrada morta nessa quarta (2), dentro do banheiro do apartamento onde morava, no bairro Conquista, em Rio Branco.
Por causa do avançado estado de decomposição do corpo, a jovem não terá velório e será enterrada ainda na manhã desta quinta após o corpo ser liberado do Instituto Médico Legal (IML). Segundo a Polícia Civil, no dia do crime, Gusman rompeu a tornozeleira eletrônica e está foragido. Conforme a perícia, o crime aconteceu entre o último domingo (30) e a segunda (31).
Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, no bairro Conquista, em Rio Branco Arquivo pessoal A Polícia Militar foi acionada pelo 190 depois que vizinhos sentiram um forte mau cheiro vindo do imóvel. Quando os policiais chegaram, encontraram o portão do apartamento aberto e entraram no local. Ramona estava em avançado estado de decomposição e tinha um corte profundo no pescoço.
LEIA MAIS: Mulher é achada morta dentro de banheiro de apartamento no Acre; VÍDEO Argentino suspeito de matar mulher grávida de 6 meses em RR é preso na fronteira do Acre Justiça de Roraima condena homem que matou esposa grávida a mais de 20 anos de prisão No apartamento, também foram localizados sacos plásticos com pedaços de colchão sujos de sangue. Conforme a investigação, a suspeita é de que a jovem tenha sido morta em cima da cama e que o suspeito tenha tentado retirar o colchão do imóvel.
O g1 apurou ainda que Ramona estava em outro relacionamento. A polícia trabalha com a possibilidade de que Daniel tenha descoberto o novo relacionamento depois de sair do presídio. Essa é uma das linhas investigadas para explicar a motivação do crime.
Segundo a Polícia Civil, o caso de Ramona é tratado como possível feminicídio, a investigação foi encaminhada para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). 'Menina trabalhadora' Ao g1, uma amiga próxima de Ramona, que pediu para não ter o nome divulgado, descreveu a jovem como uma pessoa trabalhadora, dedicada e sorridente. A mulher também era vizinha da vítima e amiga das irmãs dela.
Segundo ela, aos 18 anos, Ramona ainda terminava o ensino médio e já tinha trabalhado como babá, em uma loja de roupas e em um supermercado do bairro Conquista. Atualmente, ela trabalhava em um restaurante. A amiga contou que a jovem morava em um apartamento próximo às irmãs e que elas eram muito presentes na vida de Ramona.
Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, no bairro Conquista, em Rio Branco Arquivo pessoal Por isso, a família começou a estranhar quando Ramona deixou de responder aos contatos. “Ela era uma menina muito sorridente, muito esforçada, super dedicada e muito trabalhadora”, contou. Sobre o relacionamento da jovem, a amiga afirmou que havia muitas especulações e que Ramona teria acreditado que o ex-namorado havia mudado.
De acordo com a amiga, para Ramona, o caso era ainda mais difícil de entender diante do histórico de Daniel. “É lamentável uma coisa dessa. É inacreditável que ele tenha tirado a vida dela”, contou.
Condenação em Roraima O crime pelo qual Gusman foi condenado em 2018 aconteceu em uma chácara na zona rural de Boa Vista. Betzabeth foi morta e enterrada em uma cova rasa no quintal da casa onde morava com o marido e os dois filhos pequenos, de 2 e 4 anos. Um dos filhos contou que viu Gusman bater na mãe.
O corpo da vítima foi encontrado depois que responsáveis pela chácara localizaram roupas queimadas da gestante próximas a um banheiro externo. Após a morte da mulher, Gusman deixou Boa Vista e passou por Manaus (AM), Porto Velho (RO), Rio Branco, Brasileia, Assis Brasil e pelo Peru. Ele foi preso em 13 de setembro de 2018, no posto de imigração de Assis Brasil, no interior do Acre, quando retornava do Peru e tentava entrar novamente no Brasil.
Na época, ele foi levado para a Delegacia de Epitaciolândia, onde negou o crime. Depois de ser ouvido, Gusman foi encaminhado ao presídio Francisco d’Oliveira Conde, em Rio Branco.
A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher: (68) 99609-3901 (68) 99611-3224 (68) 99610-4372 (68) 99614-2935 Veja outras formas de denunciar: Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre.
Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel. Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos.
A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). VÍDEOS: g1



