Após 14 dias de fumaça, chuva melhora qualidade do ar em todas as zonas de Manaus Após duas semanas de fumaça provocada por incêndios florestais, a qualidade do ar melhorou em Manaus depois das fortes chuvas que começaram na noite de quarta-feira (21) e continuaram na manhã desta quinta-feira (22). Às 7h desta quinta, 14 dos 15 sensores da capital registravam qualidade do ar considerada boa, segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
A única exceção era o bairro Coroado, na Zona Leste, onde a qualidade do ar era moderada. No interior do Amazonas, os índices variavam entre bons, moderados, ruins e muito ruins. Na maioria dos bairros da capital, a concentração de partículas suspensas no ar estava em níveis considerados bons.
📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Na Cidade Nova, na Zona Norte, o índice era de 19,6 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Na Compensa, na Zona Oeste, o sensor registrava 20,3 µg/m³. Já no Morro da Liberdade, na Zona Sul, a concentração era de 17,5 µg/m³.
No Puraquequara, na Zona Leste, o índice chegava a 14,6 µg/m³. No Coroado, também na Zona Leste, a concentração era de 32,7 µg/m³, nível classificado como moderado. 🔎 A qualidade do ar é considerada boa pelo Selva quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³.
Acima desse nível, os índices passam por classificações que variam de moderada a péssimo, conforme a escala utilizada pelo sistema. Chuvas afetam operações no Aeroporto de Manaus As fortes chuvas também afetaram parte das luzes de balizamento da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. Até as 23h50 de quarta-feira (21), cinco voos haviam sido desviados para outros aeroportos: um para Santarém (PA), dois para Boa Vista (RR), um para Belém (PA) e um para Brasília (DF).
Segundo a administração do aeroporto, equipes de manutenção realizaram os reparos necessários, e as condições operacionais foram restabelecidas ainda na noite de quarta-feira. Os passageiros afetados devem entrar em contato com as respectivas companhias aéreas para obter informações atualizadas sobre os voos. Situação varia no interior Na Região Metropolitana de Manaus, a qualidade do ar ainda apresentava índices elevados em alguns municípios.
Em Iranduba, a concentração de partículas chegou a 95,9 µg/m³, nível considerado muito ruim. Em Itacoatiara, o índice era de 63,2 µg/m³, classificado como ruim. Autazes também registrava qualidade do ar ruim, com 57,7 µg/m³.
Em Manaquiri, a concentração era de 46 µg/m³, nível moderado. A mesma classificação foi registrada em Silves, com 44,9 µg/m³; Urucurituba, com 38,3 µg/m³; e Careiro da Várzea, com 30,7 µg/m³. No município do Careiro, o índice era de 22,9 µg/m³, considerado bom.
Presidente Figueiredo e Novo Airão também apresentavam qualidade do ar boa. Governo federal aumenta esforços conta incêndios A melhora na qualidade do ar ocorre em meio ao reforço das operações de combate aos incêndios florestais no Amazonas, com a participação dos governos estadual e federal. Até quarta-feira (21), 13 aeronaves mobilizadas pelo governo federal haviam lançado mais de 1,1 milhão de litros de água sobre áreas atingidas pelo fogo desde o início da operação, em 10 de outubro.
Segundo o governo federal, o número de aeronaves deve aumentar para 16 nos próximos dias. Os aviões são usados para lançar água sobre os focos de incêndio, enquanto os helicópteros transportam equipes e equipamentos. O governo também anunciou a mobilização de quatro esquadrões de helicópteros, dois navios e mais brigadistas.
As medidas incluem a criação de um Estado-Maior Conjunto para coordenar a atuação das Forças Armadas e dos demais órgãos envolvidos no combate aos incêndios. Manaus amanheceu chuvosa nesta quinta-feira (22) Luciane Marques/Rede Amazônica 14 dos 15 sensores da capital registravam qualidade do ar "boa" às 7h. Reprodução/App Selva



