Policiais civis cumprem mandado na Operação Icarus Divulgação/PCERJ A Polícia Civil do RJ iniciou, nesta terça-feira (22), em 4 estados, a Operação Icarus, a fim de desarticular um dos principais canais de fornecimento de drogas do Comando Vermelho (CV). O grupo movimentou pelo menos R$ 70 milhões. Agentes saíram para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas.

Até a última atualização desta reportagem, 6 pessoas haviam sido presas. Entre os detidos está Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, o Boss, apontado pela investigação como fornecedor de entorpecentes e articulador central da estrutura criminosa, com ligações diretas com chefões da facção. Ele foi preso em Maceió nesta segunda-feira (21).

✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Agora no g1 Anotações de My Thor A investigação começou após a apreensão de anotações de Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, apontado pela polícia como um dos chefões do Comando Vermelho. Segundo os investigadores, os registros continham anotações de contabilidade do tráfico que indicavam pagamentos feitos por My Thor a Boss.

De acordo com a Polícia Civil, Boss negociava cargas de drogas, organizava fretes e pagamentos, coordenava operadores logísticos e usava laranjas para movimentar valores. A investigação também relaciona 2 grandes apreensões de drogas ao grupo investigado. Em fevereiro de 2024, foram apreendidos 715,7 quilos de cocaína e maconha em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Em maio do mesmo ano, outros 73,8 quilos de cocaína foram apreendidos em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio. Segundo a polícia, os elementos reunidos indicam que as duas cargas faziam parte da mesma dinâmica de transporte interestadual de entorpecentes. Os investigadores ainda apontam que empresas dos setores de transporte e logística eram usadas para ocultar e viabilizar o envio de drogas entre São Paulo e Rio de Janeiro.

No braço financeiro da organização, foram identificadas operações consideradas atípicas envolvendo investigados e empresas que, segundo a polícia, eram utilizadas para ocultar e dissimular valores. As movimentações comunicadas às autoridades somam R$ 70.497.597 em um curto período. Além dos mandados de prisão, a Operação Icarus cumpre medidas judiciais para apreensão de aparelhos eletrônicos, documentos, valores, veículos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

A operação foi realizada por policiais do Serviço de Investigações Complexas da Corregedoria-Geral (SIC/CGPOL) e da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Ministério Público do Rio de Janeiro, da Corregedoria da Polícia Militar, da Polícia Penal e das polícias civis de São Paulo, Minas Gerais e Alagoas.