Oruam e o irmão, Lucas Santos Nepomuceno, o Lucca Reprodução/ TV Globo A Justiça do Rio concedeu habeas corpus a Lucas Santos Nepomuceno, filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, uma das principais lideranças do Comando Vermelho. Lucas foi alvo de uma operação em abril, quando foi expedido um mandado de prisão preventiva em uma investigação contra integrantes do Comando Vermelho. Na mesma operação, foram alvos também a mãe, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, e o irmão, o rapper Oruam.
A decisão do habeas corpus é da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os desembargadores revogaram a prisão preventiva e determinaram que Lucas responda ao processo em liberdade, mas sob medidas cautelares. Entre elas estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de deixar o estado do Rio por mais de 30 dias sem autorização judicial e o uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo a denúncia, Lucas teria integrado o chamado “Núcleo Familiar” da organização criminosa, ao lado de outros dois acusados. De acordo com a acusação, o grupo seria responsável por intermediar ordens da liderança da facção e administrar recursos financeiros ligados à lavagem de dinheiro. As acusações se referem a fatos que teriam ocorrido entre dezembro de 2018 e abril de 2025.
Na decisão, o desembargador Marcius da Costa Ferreira destacou que Lucas não é apontado como integrante da liderança ou como alguém com função formal de comando. A denúncia o classifica como “gestor financeiro secundário” do núcleo familiar. Para o relator, a prisão não poderia ser mantida apenas pela gravidade dos crimes investigados ou pela suposta ligação com uma organização criminosa.
Oruam, mãe e irmão são alvo de operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho A defesa havia argumentado que a prisão não apresentava fundamentação concreta e individualizada e que a acusação estaria baseada, entre outros elementos, no vínculo familiar do réu com uma liderança de facção criminosa. Também foi levado em consideração que Márcia Gama já responde o processo em liberdade.
Lucas tinha sido preso durante uma fase da Operação Contenção, que é contra a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e a estrutura de lavagem de dinheiro da facção. Oruam já era considerado foragido da Justiça desde fevereiro, devido a violações na tornozeleira eletrônica. A delegada Iasminy Vergetti afirmou que Marcinho VP exerce total influência hierárquica no Comando Vermelho.
“Marcinho VP angaria esse dinheiro ilícito do tráfico, e a sua família usufrui e gerencia, lavando e ocultando esse dinheiro com imóveis e comércios”, acrescentou. Márcia Nepomuceno e Oruam Reprodução/Redes sociais 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça
