Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante ato de campanha em Belém (PA) Foto: Ricardo Stuckert. Candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputa o segundo turno das eleições de 2026 contra Flávio Bolsonaro (PL). A votação está marcada para 25 de outubro e vai definir quem comandará o país pelos próximos quatro anos.
Flávio Bolsonaro terminou o segundo turno à frente de Lula com 47,03% dos votos. O petista teve 45,16% dos votos, com 99,99% dos votos apurados. Se reeleito, Lula governará o Brasil pela quarta vez.
Ele terá 81 anos na posse, em janeiro de 2027. O programa de governo apresentado pelo petista está dividido em 13 eixos, entre os quais: segurança pública, educação, saúde, economia, trabalho, meio ambiente e política externa. O documento aposta, em boa parte, na continuidade e na ampliação de políticas adotadas no atual mandato.
Agora no g1 Veja os principais pontos: Fim da escala 6x1 Na área trabalhista, Lula promete continuar na defesa do fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho semanal para 40 horas, sem redução de salário.
O plano também prevê proteção e continuidade de crédito para trabalhadores de aplicativos e medidas para combater contratações por meio da chamada “pejotização” – prática em que um profissional é contratado para prestar serviços por meio de uma pessoa jurídica (CNPJ) em vez do regime tradicional com carteira assinada (CLT).
Ministério da Segurança Pública Na segurança pública, o programa prevê a criação de um Ministério da Segurança Pública, caso a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança, que amplia a participação da União no setor, seja aprovada no Congresso Nacional. A nova pasta ficaria responsável por coordenar, junto com estados e municípios, a execução das políticas para o combate do crime organizado.
O texto também prevê maior integração entre as forças de segurança, uso de inteligência e reforço das ações de combate ao crime, além do fortalecimento da Polícia Federal. Expansão de escolas de tempo integral e Pé-de-Meia Na educação, a expansão do ensino em tempo integral aparece como uma das prioridades para um eventual novo mandato.
Lula também promete ampliar os investimentos em creches, universalizar o acesso à internet adequada nas escolas e manter e fortalecer o Pé-de-Meia, programa que dá um incentivo financeiro a estudantes do ensino médio em situação de vulnerabilidade, para reduzir a evasão escolar. Farmácia Popular com exames Na saúde, Lula promete manter o Farmácia Popular com medicamentos gratuitos e ampliar os serviços oferecidos pelo programa.
Uma das novidades previstas é a oferta de exames laboratoriais, de diagnóstico e de acompanhamento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, por meio da política pública. Ampliar o Minha Casa, Minha Vida O plano de governo também prevê manter e ampliar o programa Minha Casa, Minha Vida, que foi relançado no terceiro mandato, para diferentes faixas de renda. O documento cita também a ampliação de programas de reforma de imóveis, urbanização de favelas e regularização fundiária.
Idosos Outro eixo é a criação de uma política mais ampla de cuidado para a população idosa. Entre as medidas estão a expansão de centros de convivência e de serviços de saúde, lazer e assistência social, além de atendimento domiciliar, de “porta em porta”, para idosos com dificuldade de locomoção. O plano também prevê ampliar o Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso (PADI Brasil), ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Ampliar a proteção de crianças e adolescentes Para crianças e adolescentes, o programa prevê novas medidas de proteção no ambiente digital. Entre elas estão o aprimoramento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, regras para o uso de telas de acordo com a faixa etária e a regulamentação de plataformas de jogos e outros ambientes digitais.
Valorização do salário mínimo e transferência de renda No combate às desigualdades, Lula promete manter e ampliar políticas de proteção social e transferência de renda, como o Bolsa Família, além da valorização do salário-mínimo. O plano também prevê a continuidade de ações voltadas à igualdade racial, à proteção das mulheres e à redução das diferenças salariais entre homens e mulheres.
Soberania Digital Na área de tecnologia, Lula propõe ampliar os serviços públicos digitais e criar uma Política Nacional de Letramento Digital, voltada a ensinar a população a usar a internet de forma mais segura e a identificar desinformação. O plano também prevê a criação de um Conselho Nacional pela Soberania Digital, com participação da sociedade.
Minerais críticos e terras raras O programa dedica ainda espaço aos minerais críticos e às terras raras, recursos estratégicos usados em setores como tecnologia, energia e defesa. A proposta é criar uma política específica para organizar essa cadeia e evitar que o Brasil fique restrito à extração e à exportação da matéria-prima. O plano prevê ampliar o mapeamento, o beneficiamento e o processamento desses minerais no Brasil com o objetivo de agregar valor à produção brasileira.
Redução da dependência do exterior A soberania nacional também aparece como um dos eixos centrais do programa. O documento defende que o Brasil tenha autonomia para tomar decisões políticas e econômicas e reduza a dependência do exterior em áreas consideradas estratégicas. Entre as propostas, estão o reforço da defesa cibernética, a proteção das fronteiras, da Amazônia e da chamada Amazônia Azul, área marítima sob jurisdição brasileira, além do desenvolvimento de tecnologias próprias.
Política externa Na política externa, o plano reafirma princípios como não intervenção, autodeterminação dos povos e solução pacífica de conflitos. O texto também defende a reforma da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente do Conselho de Segurança, para ampliar a participação de países em desenvolvimento entre os membros permanentes.



