Falta de água afeta moradores de Paraíso e cidade enfrenta rodízio de abastecimento Sete das 18 unidades escolares de Paraíso do Tocantins, na região central do estado, suspenderam ou reduziram as aulas diante da crise de abastecimento de água no município. Após cobranças de moradores, a prefeitura fez um acordo com a companhia de água BRK Ambiental para adotar medidas que garantam o fornecimento à população. Paraíso está entre as maiores cidades do interior do estado, com quase 60 mil habitantes.
Há 20 dias, famílias enfrentam dificuldades causadas pela falta de água. Na casa de Aryeli Gonçalves, no setor Alto Paraíso, a solução foi comprar galões de água mineral. "Eu estou tendo que comprar água para usar nos serviços básicos, por exemplo, lavar louça, banheiro, tomar banho.
A gente vai se virando como pode. Falta água e volta já tem um tempo, coisa de vinte dias. Quem tem caixa de água não percebia muito, porém, de sábado para cá, faltou sem voltar.
Não apareceu uma gota d'água na torneira", contou a moradora.
📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp LEIA MAIS Nível baixo de reservatório compromete abastecimento de água no interior do TO; VÍDEO Com nível baixo em reservatório, cidade no TO entra em rodízio no abastecimento de água; veja horários Turista fica 11 horas preso em penhasco após escorregar ao tentar tirar selfie em serra no TO Estiagem prolongada reduziu vazão do Rio Coco e de outros mananciais da cidade Reprodução/Portal Paraíso no Grale No centro da cidade, alguns comerciantes decidiram fechar temporariamente os estabelecimentos.
Uma sorveteria precisou interditar o banheiro e improvisar o uso de baldes de água na cozinha para continuar atendendo os clientes. "Estamos comprando água de galão, quatro de manhã e quatro à tarde, para poder manter a loja. Está difícil, difícil até de vender.
O cliente chega, quer usar o banheiro e não pode porque está interditado. A gente trabalha com comida e precisa ter água", afirma a comerciante, Selda Alves Veras.
Segundo a Prefeitura de Paraíso, a concessionária BRK adotou medidas para reforçar o sistema de abastecimento, entre elas: Ativação de cinco poços adicionais, com vazão conjunta de 62 mil litros por hora; Implantação de estrutura de captação no Córrego Cachorra; Transporte de água por caminhões-pipa, tanto para tratamento quanto para reforço da distribuição; Interligação entre sistemas de abastecimento para melhor atender setores da cidade.
Escolas e unidades de saúde terão prioridade no abastecimento feito por caminhões-pipa, a fim de evitar novas suspensões de atividades, segundo o município. Desde domingo (11), a cidade está em rodízio no abastecimento de água, e a medida deve durar até que a retomada das chuvas contribua para recuperar os níveis do manancial.
Veja abaixo a divisão por regiões e os horários de abastecimento definidos: Região 1 - das 13h às 00:59h Santa Olara; Nova Esperança; Residencial Carlos Magno; Parque Industrial; Paraiso dos ipés; Jardim América; Parque dos Buritis; Limeira. Região 2 - das 1h as 12:59h Nova Fronteira; Paraiso Foliz 1 o Il; Vila regina; Setor Sul; Serra verde; Portal do Sul; Bueno; Marista; Aeroporto; Jardim Universário; Serrano Il.
As mudanças climáticas e o prolongamento do período de estiagem têm sido alguns dos principais fatores associados à crise no abastecimento de água na região. O Rio Coco, um dos mananciais que abastecem a cidade, foi filmado em nível crítico no dia 6 de outubro. “Tudo indica que outubro vai ficar dentro da média, um pouco abaixo da média.
Mas novembro, dezembro e janeiro, vai chover acima da média. Como está muito quente, o El Niño está muito forte, está havendo mais evaporação”, afirma o doutor em recursos hídricos Jair da Costa. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.



