Emirados Árabes e Israel investigam copiloto que tentou derrubar avião Autoridades de Israel vão participar do interrogatório do copiloto acusado de tentar derrubar o voo FZ1073 da Flydubai, que ia de Dubai a Tel Aviv, na quarta-feira (30), segundo a agência de notícias Reuters.

✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com uma fonte que falou de forma anônima, o homem, que está preso e disse ter agido sozinho, será ouvido nos Emirados Árabes Unidos, que irá liderar a investigação sobre o incidente, para onde foi levado nesta quinta-feira (1º). Um funcionário do governo israelense confirmou à Reuters que investigadores do país participarão da investigação, buscando determinar o que aconteceu e examinar os motivos e antecedentes do suspeito.

Nesta sexta-feira (2), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já havia dito que seu governo busca saber se o copiloto agiu sob ordens de alguém e afirmou que os possíveis envolvidos pagarão um "preço alto" caso sejam descobertos. Um dia antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, também fez ameaças e prometeu atacar o Irã com "muita força" se país tiver envolvimento com ataque no voo da FlyDubai.

A rede de TV israelense Canal 14 afirmou que membros do Mossad já receberam a informação de que o copiloto, que tem nacionalidade de Omã, não agiu sob orientação de nenhum grupo ou país. Ele prestou depoimento a autoridades da Arábia Saudita após o avião fazer o pouso de emergência no país. O homem também foi detido.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o caso foi uma tentativa de ataque terrorista jihadista. 🔎 O jihadismo é uma corrente extremista do Islã que defende o uso da violência armada em nome de uma interpretação radical do conceito islâmico de jihad, que pode ser traduzido como “guerra santa”. O termo descreve grupos que buscam criar sociedades ou Estados baseados em sua interpretação rígida da religião.

Organizações como Al-Qaeda, o Estado Islâmico, o Talibã, o Hezbollah e o Hamas são exemplos de grupos jihadistas. Netanyahu também colocou o espaço aéreo israelense em estado de alerta e anunciou a suspensão de todos os voos da FlyDubai com destino a Israel. Quando já estava próximo do espaço aéreo israelense, o copiloto atacou o piloto, que reagiu, segundo o governo israelense.

O confronto entre os dois deixou a aeronave temporariamente sem controle e fez o avião despencar cerca de 4.300 metros em cerca de 30 segundos, segundo o site de monitoramento aéreo Flightradar24 (veja a rota no vídeo abaixo). Veja trajeto do voo que foi desviado a caminho de Israel Passageiros perceberam o confronto e, junto de tripulantes, conseguiram conter o copiloto, segundo relataram pessoas que estavam no voo.

Em um vídeo que gravou para parentes, um dos passageiros, o israelense Itzhak Liber, afirmou que "um homem descontrolado com uma faca esfaqueou um dos pilotos". "Estamos aqui no avião vindo de Dubai. Estamos aqui no avião; havia um homem descontrolado com uma faca que esfaqueou um dos pilotos.

Nós agimos e ajudamos o piloto", disse Liber. Outra passageira relatou "sangue por todo o lado". Sinais de emergência e pouso na Arábia Saudita Os radares registraram o descontrole do voo.

Quando o avião sobrevoava a Jordânia, vizinha de Israel, sinais de emergência começaram a ser emitidos pela aeronave. Um deles transmitiu o código de sequestro da aviação mundial, e a rota foi bruscamente alterada para a Arábia Saudita. Apesar de ambos os pilotos estarem feridos, o avião pousou em segurança na cidade de Tabuk, na Arábia Saudita.

A FlyDubai afirmou, em comunicado, que "a tripulação" fez a aterrissagem, mas não esclareceu quais membros da equipe fizeram o pouso. Passageiros, no entanto, relataram que pilotos "reserva" que estavam na aeronave comandaram o pouso. Israel chegou a solicitar que caças sauditas escoltassem o voo durante a operação para o pouso, mas o pedido foi negado, segundo o próprio governo da Arábia Saudita.

O ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben Gvir, afirmou que o terrorista tinha como objetivo assassinar os israelenses a bordo — 100 dos 180 passageiros eram cidadãos de Israel, segundo o governo israelense. O aeroporto saudita de Tabuk, onde o voo aterrissou, afirmou que tanto o piloto quanto o copiloto ficaram feridos e foram hospitalizados, e que passageiros também receberam atendimento. Horas depois, eles foram levados por outro avião e chegaram ao aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv.

Segundo Netanyahu, a Arábia Saudita deteve e interrogou o copiloto e abriu uma investigação sobre o caso. A mídia israelense afirmou que o Mossad, a principal agência de inteligência do país e responsável por operações especiais e secretas, também está investigando o caso. Passageiros ensanguentados após briga entre pilotos em voo da Flydubai rumo a Israel que foi desviado para a Arábia Saudita em 30 de setembro de 2026.

Reprodução/redes sociais Horas depois, um segundo voo da Flydubai rumo a Tel Aviv fez um breve desvio em sua rota, segundo o FlightRadar24, porém retomou o caminho depois. O motivo do desvio não havia sido divulgado até a última atualização desta reportagem. A Flydubai opera voos diários entre Dubai e Tel Aviv, uma rota muito utilizada por cidadãos israelenses.

Confronto, faca e pânico na cabine Mãe de passageira relata momentos de terror a bordo de voo desviado de Israel A mãe de uma passageira que estava a bordo do voo disse à agência Reuters que a filha lhe contou ter ouvido gritos e que um homem pegou uma faca, colocou o piloto no chão e que havia sangue por toda parte. "Ela me ligou [após aterrissar] e disse que eles ouviram vozes, alguém pediu ajuda. Era o piloto.

Ele estava gritando: ‘Ajuda, ajuda, ajuda!’. O avião começou a perder o controle, então todas as pessoas começaram a gritar e acharam que iriam morrer", disse Yasmin Abu Kasis, com base no relato da filha Miriam. "Depois de alguns minutos, outros dois pilotos assumiram o controle.

Alguns israelenses correram até um homem, e nesse momento ele pegou uma faca e tentou matar o piloto. Eles seguraram a mão dele e o colocaram no chão. Havia muito sangue por toda parte”, completou Yasmin.

Ainda segundo Yasmin, os passageiros ficaram "estressados e em choque" com toda a situação.