Acusados de matar 'Gegê do Mangue' e 'Paca' vão a júri popular. Reprodução A Justiça do Ceará marcou o primeiro julgamento pelos assassinatos dos chefes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), Rogério Jeremias de Simone e Fabiano Alves de Souza, conhecidos como "Gegê do Mangue" e "Paca", na Região Metropolitana de Fortaleza. Tiago Lourenço de Sá de Lima deve sentar no banco dos réus nos dias 21 e 22 de outubro deste ano, em Fortaleza.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), o réu foi um dos responsáveis direto pelo duplo homicídio dos narcotraficantes, assassinados durante uma emboscada em 7 de agosto de 2018, em uma reserva indígena em Aquiraz. O g1 não localizou a defesa de Tiago Lourenço para comentar o julgamento.
Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Investigações apontaram que as mortes de Gegê e Paca foram decorrentes de um plano arquitetado por comparsas da organização criminosa por conta de divergências internas e disputas de domínio no tráfico de entorpecentes. Tiago chegou a ser acusado em abril de 2024, porém, à época apresentou recurso contra a sentença, pedindo que seu nome fosse retirado da denúncia.
Gegê e Paca levava vida de luxo através de lavagem de dinheiro Outros investigados pelo crime Ao todo, 10 pessoas foram denunciadas por participação no caso. Destes, sete foram pronunciados para ir a julgamento; um deles faleceu durante o processo; um está foragido; e o outro foi denunciado, mas ainda não foi levado a júri popular. Também devem ir a julgamento: André Luis da Costa Lopes; Carlenilto Pereira Maltas Erick Machado dos Santos; Jefte Ferreira dos Santos; Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos.
Ronaldo Pereira Costa Em abril de 2024, Gilberto Aparecido dos Santos não foi considerado suspeito por falta de indícios que apontassem sua participação no crime. Porém, o STJ determinou que o bilhete anônimo existente na ação penal seja considerado como parte dos indícios da atuação dele nos assassinatos. Em junho seguinte, a Justiça estadual conformou o recebimento da denúncia contra ele.
Já Renato Oliveira Mota está foragido, por isso, é o único processo que se encontra suspenso para que os prazos não sejam computados, evitando futura prescrição. Felipe Ramos Morais foi morto pela polícia em Goiás, durante a tramitação do caso. O processo conta com mais de 9 mil páginas, mas foi desmembrado pela Justiça para dar maior celeridade ao julgamento.
Helicóptero usado em ataque a Gegê do Mangue foi achado em área de mata de Fernandópolis, no interior de SP Divulgação Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: ;
