Menina de 4 anos morre no TO após suspeita de encefalite e comove a web A mãe da pequena Heloíse Oliveira Santos, de 4 anos, que morreu com suspeita de encefalite viral no Hospital Municipal de Araguaína, no norte do Tocantins, contou que a situação neurológica da filha foi agravada após uma convulsão. A menina morava com os pais em Piçarra, no sul do Pará. "De segunda para terça, de madrugada, ela teve outra convulsão.
Naquele momento que ela teve aquela convulsão, eu vi que ela meio que ficou diferente. Olhava assim para ela, ela parecia que tinha meio que perdido o sentido, ela só olhava, ela tentava falar, mas ela não conseguia", disse Hanna Mirelly. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Segundo a mãe, a orientadora social Hanna Mirelly Oliveira Pinto, de 29 anos, tudo começou com uma simples dor de cabeça.
A evolução do quadro foi rápida e, depois de passar por atendimento médico, Heloíse precisou ser transferida às pressas para Araguaína. De acordo com a família, os sintomas começaram no dia 3 de setembro e a morte foi confirmada no dia 14. Inicialmente, os médicos suspeitaram de um problema na visão ou de conjuntivite.
Mas as dores de cabeça continuaram e a pequena Heloíse começou a sofrer convulsões. Vinda para o Tocantins A família viajou cerca de 170 km de Piçarra (PA) para o Tocantins em busca de tratamento para a pequena Heloíse Oliveira Santos. Inicialmente, a criança foi levada ao Pronto Atendimento Infantil de Araguaína e depois levada ao Hospital Municipal de Araguaína (HMA).
Conforme a família, Heloíse foi levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde precisou ser intubada e sedada. No HMA, a criança passou por exames laboratoriais e de imagem, além de avaliação neurológica especializada, que mostraram inchaço no cérebro.
LEIA MAIS Menina de 4 anos morre no TO após suspeita de encefalite e comove a web Mãe se forma em fisioterapia para ajudar filho com doença rara no TO e emociona a web: 'Foi por você' Heloíse Oliveira Santos, de 4 anos, teve piora rápida após crises convulsivas e inchaço no cérebro Arquivo Pessoal de Hanna Mirelly Diante disso, os médicos passaram a suspeitar de encefalite e iniciaram o tratamento com medicamentos anticonvulsivantes e tratamentos antimicrobiano e antiviral.
Exames também foram feitos para investigar outras possíveis causas e descartaram meningite. De acordo com Hanna, os médicos acreditam que a encefalite tenha sido provocada por um vírus. O exame que poderá identificar qual foi o agente causador ainda está sendo analisado e o resultado deve ficar pronto em até 30 dias.
"Eu me perguntava para eles como eu poderia ter prevenido essa encefalite. E eles só falaram para mim que não tem como prevenir encefalite, porque pode ser viral. E o vírus dela ainda é desconhecido, então não tem vacina", relatou a mãe.
Segundo Hanna, Heloíse não teve febre nem apresentou outros sintomas, além da dor de cabeça e um episódio de vômito. A mãe também afirmou que a menina estava com as vacinas em dia. Em nota, a direção das unidades de saúde informou que a menina foi internada após apresentar quadro neurológico grave.
Apesar do tratamento, houve piora progressiva e na segunda-feira (14) foi confirmado o diagnóstico de morte encefálica (veja nota completa abaixo). A menina foi sepultada em cemitério de Piçarra no dia 15 de setembro. Comoção A morte de Heloíse causou comoção em Piçarra, no sudeste do Pará, onde a menina morava e estudava no Centro Municipal de Educação Infantil Sementinhas do Amanhã.
A Prefeitura de Piçarra e a unidade de ensino divulgaram notas de pesar em solidariedade à família. A prefeita Laane Barros Lucena Fernandes lamentou a perda e descreveu Heloíse como uma criança "carinhosa, alegre, doce e iluminada". O que é a encefalite?
A encefalite é uma inflamação do cérebro que pode ser causada por infecções, principalmente por vírus, ou por uma reação do próprio sistema imunológico. A doença pode provocar sintomas como febre, dor de cabeça, confusão mental, sonolência, convulsões e alterações de comportamento. Em casos mais graves, pode causar sequelas neurológicas e até levar à morte.
Hanna Mirelly e a filha Heloise Arquivo Pessoal de Hanna Mirelly Nota do Hospital Municipal de Araguaína A direção do Hospital Municipal de Araguaína – HMA esclarece que a paciente H.O.S. deu entrada no Pronto Atendimento Infantil – PAI na noite de domingo (6). Em seguida, foi encaminhada ao HMA, onde foi constatado ser natural do município de Piçarra, no Pará.
Embora natural de outro estado e sem nenhum encaminhamento, a Regulação autorizou atendimento e internação da paciente em razão de quadro neurológico agudo de elevada gravidade apresentado no momento em que deu entrada na unidade hospitalar, visando o bem-estar da criança. Segundo o relatório, os familiares informaram que a paciente estava internada no hospital local desde quinta-feira (3), onde apresentava episódios de crise convulsiva.
Por acreditarem que não estava melhorando, decidiram tirar a paciente do hospital e levá-la ao PAI por livre demanda, no domingo (6). Já no HMA, na segunda-feira (7), a paciente passou por exames laboratoriais e de imagem, avaliação neurológica, terapia anticonvulsivante e tratamento antimicrobiano e antiviral empírico. Depois, na UTI Pediátrica, na terça-feira (8), passou por outras medidas de terapia intensiva necessárias à evolução clínica.
Apesar das medidas terapêuticas adotadas, houve progressiva deterioração do estado neurológico. Em exame tomográfico subsequente, foram detectadas alterações cerebrais significativas na paciente, que passou a apresentar coma arreativo e ausência de reflexos de tronco cerebral. Diante da evolução neurológica, iniciou-se o protocolo para determinação de morte encefálica, na sexta-feira (11), sob acompanhamento da equipe multidisciplinar e presença de familiares.
Com a conclusão das etapas previstas no protocolo e a confirmação dos critérios documentados para morte encefálica, foi realizado o encerramento do protocolo e a emissão da Declaração de Óbito, na segunda-feira (14). Durante todo o processo, foi realizado acolhimento, escuta e esclarecimentos aos familiares, diante da gravidade e irreversibilidade do quadro. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.



