Prefeitura decreta emergência por 180 dias após vendaval deixar famílias desalojadas A Prefeitura de São Sebastião da Bela Vista decretou situação de emergência por 180 dias após um vendaval atingir a cidade na noite de segunda-feira (31). O temporal, que durou cerca de 10 minutos, destelhou casas, derrubou árvores, muros e fiação elétrica, além de deixar 20 famílias desalojadas.

📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Nesta quarta-feira (2), os moradores ainda contabilizavam os prejuízos provocados pelos ventos fortes. Três casas ficaram totalmente destelhadas e outras 33 tiveram danos parciais nos telhados. Também houve interrupção no fornecimento de energia elétrica e interdição de vias urbanas e rurais.

Há 12 anos vivendo em São Sebastião da Bela Vista, o aposentado Avadico Rodrigues Veiga e a esposa foram surpreendidos pela força do temporal. A pensionista Elci Inácio Gabriel contou o susto vivido durante a madrugada. "Eu acordei assustado, né?

Aí eu saí, enrolado numa coberta, chovendo, saí pra rua", disse. Prefeitura decreta emergência por 180 dias após vendaval deixar famílias desalojadas em São Sebastião da Bela Vista Reprodução EPTV Avadico lamentou as perdas provocadas pela chuva e pelos ventos. "Sofrido, porque você vê uma coisa que a gente não espera, de uma hora, de um minuto, subiu tudo a casa.

E os colchões também não tenho o que recuperar, porque os colchões eram grossos, né? Molhou aí umas duas horas, bem molhado", afirmou. Nesta quarta-feira, um profissional contratado pela prefeitura iniciou o serviço de pintura interna na casa do casal.

Segundo o município, as famílias desalojadas foram acolhidas por parentes. Além das residências, o temporal causou danos às estruturas metálicas e às tendas do Parque de Eventos e Exposições José Poli de Oliveira Dorta. Equipamentos e veículos também foram atingidos.

Chuva causou estragos em São Sebastião da Bela Vista (MG) e deixou pessoas desalojadas Prefeitura de São Sebastião da Bela Vista De acordo com a secretária de Assistência Social, Carolina Machado, o município iniciou uma força-tarefa para atender os moradores afetados. "Já fomos até essas casas, fizemos a escuta dessas famílias, né? Então agora nós compramos já os materiais, benefícios eventuais também.

Tem a equipe da Defesa Civil que já veio com os cobertores, colchões. Então nós deixamos elas totalmente ali amparadas, né?", disse. Morador perdeu móveis e eletrodomésticos Uma das residências completamente destelhadas fica no bairro Vitoca 3.

O pedreiro Henrique Leandro Santos Silva se mudou para São Sebastião da Bela Vista há oito meses e estava em casa assistindo televisão quando os ventos começaram. Com a força do vendaval, o aparelho foi arremessado para um terreno baldio ao lado da residência. Além da televisão, ele perdeu móveis, eletrodomésticos e outros pertences que ficaram expostos à chuva.

"Vai ter que recomeçar, né? Pegar as coisas de novo, ver o que dá para recuperar, né? Porque o resto perde tudo, não tem mais nada, as coisas daqui de casa", contou.

Prefeitura decreta emergência por 180 dias após vendaval deixar famílias desalojadas em São Sebastião da Bela Vista Reprodução EPTV Pouco acima da casa de Henrique, equipes trabalhavam na troca do telhado da residência onde vivem a dona de casa Débora Fernanda de Oliveira Faria e os dois filhos. Ela relatou momentos de pânico durante a passagem do temporal. "Foi coisa de 10 minutos a chuva.

Foi um vento muito forte. A gente só escutou o barulho e devido a esse barulho foi arrancando madeira, telha, foi destelhando tudo e foi uma sensação de pânico. Meus filhos entraram em pânico", disse.

Na entrada da casa, o piso chegou a ceder devido aos danos provocados pelo temporal. Comemorações interrompidas pelo temporal A tempestade também marcou uma data especial para a família. Lara Adrielly de Oliveira Viana, filha de Débora, havia se casado poucas horas antes da chuva.

As comemorações precisaram ser interrompidas. Prefeitura decreta emergência por 180 dias após vendaval deixar famílias desalojadas "Foi terrível, eu moro aqui em Bela Vista já faz anos e a gente nunca viveu de tanto medo igual a gente viveu na segunda-feira", afirmou. Apesar das perdas materiais, muitos moradores destacam o alívio por ninguém ter se ferido gravemente.

"Colchão a gente compra outro, mas a vida não compra né", completou Avadico Rodrigues Veiga. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas