Homem de 54 anos morre após ser atropelado em Rio Branco Mais de dois meses após a morte do auxiliar de serviços gerais José Maria Ferreira de Lima, de 54 anos, em Rio Branco, a Polícia Civil informou que ainda não concluiu a investigação referente ao caso. Ao g1, familiares afirmaram que seguem no aguardo de respostas concretas. (Confira detalhes mais abaixo) A demora, segundo o delegado Cleylton Videira, é devido ao resultado da perícia que ainda não ficou pronto.
✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉 Contexto: José Maria morreu no dia 17 de julho enquanto seguia para o trabalho pela Avenida Beija-Flor, que liga o bairro Calafate à Chácara Ipê. Segundo a polícia, ele trafegava de bicicleta pela rua, que não há ciclofaixa, quando foi atingido pelo carro de uma mulher, de 50 anos. A motorista se apresentou horas depois na delegacia e responde o processo em liberdade.
O caso é investigado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar, mas a morte ocorre em razão de imprudência, negligência ou imperícia na condução do veículo. Ao g1, a autoridade policial resumiu que o relátório com a elaboração do caso ainda está sendo preparado. "Estamos aguardando o resultado da perícia para concluir o inquérito policial.
Essa perícia foi feita após localizar o veículo (20 de julho) e vou checar com perito [o andamento]", diz. À época, o delegado informou que a motorista disse, em depoimento, que acreditava ter atingido um animal e, por isso, deixou o local sem prestar socorro. Ela foi interrogada e liberada após prestar depoimento.
O g1 não conseguiu contato com a defesa dela.
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Conforme o vigilante Adriano da Rocha Lima, de 27 anos, filho de José Maria, são dois meses de uma saudade que piora devido à falta de responsabilização. "Faz dois meses desde que meu pai partiu, estamos apenas aprendemos a conviver com a ausência e ele faz muita falta. Nos pequenos momentos, nas lembranças e, principalmente, no coração.
Queria poder abraçar ele mais uma vez", declarou o filho. Adriano revelou que chegou a ir duas vezes na 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil para saber mais detalhes do andamento do caso, contudo, não teve respostas concretas. O filho também cobrou que a investigação possa responsalibilizar a condutora.
"Daria tudo para ter ele aqui mais uma vez. Nossa dor não será reparada, mas será aliviada quando for feita justiça. Quero que ela não tente encobrir seus erros, mas pague perante a lei, como deve ser", completou o filho.
Após a morte de José Maria Ferreira de Lima, a família autorizou a doação das córneas do auxiliar de serviços gerais. José Maria deixou seis filhos e trabalhava em uma empresa terceirizada que presta serviços à Universidade Federal do Acre (Ufac). José Maria Ferreira de Lima, de 54 anos, morreu no bairro Calafate, em Rio Branco Arquivo pessoal Processo O g1 teve acesso ao depoimento de um amigo que estava com José Maria no momento do incidente.
O homem explicou que estava subindo uma ladeira e cada um empurrava sua bicicleta a pé, 'na lateral da rua, praticamente dentro do capim'. Ele explicou que caminhava à frente e José Maria vinha logo atrás. De repente, ele ouviu um barulho muito alto e quando olhou, viu que a vítima tinha caindo cerca de 10 metros à sua frente e já permaneceu na mesma posição.
Ele correu para ajudar, mas logo depois ouviu o amigo parar de respirar. Além disso, a testemunha destacou no depoimento que a avenida era iluminada em ambos os lados e que não havia nenhum buraco no local do acidente. "O carro trafegava em alta velocidade e o condutor não parou, não reduziu a velocidade e seguiu viagem sem prestar socorro", completou.
Vítima ia trabalhar quando foi atropelada e morta no bairro Calafate Arquivo pessoal De acordo com o delegado à época, a mulher, que é cozinheira, relatou que seguia para o trabalho após passar a noite cuidando do marido, que está em tratamento contra um câncer, quando percebeu que havia batido em algo, mas não imaginou que se tratava de uma pessoa. A colisão atingiu a parte dianteira direita do carro, do lado do passageiro. Ainda conforme o delegado, a mulher demonstrou abalo emocional durante o depoimento.
"Não há câmeras de segurança no local, dependendo do resultado dos laudos, vamos verificar se existe alguma circunstância que possa agravar a situação dela", concluiu o delegado anteriormente. VÍDEOS: g1



