Trailer onde menino de 12 anos levou choque elétrico e morreu, no DF TV Globo/Reprodução O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) disse que não há elementos para acusar por homicídio doloso o dono do trailer, onde um menino de 12 anos morreu depois de um choque elétrico. A manifestação do MPDFT ocorreu depois de uma investigação da 6ª Delegacia de Polícia, do Paranoá.
Segundo a investigação da Polícia Civil (PCDF), a morte do menino não foi um acidente, e o dono do trailer foi indiciado por homicídio com dolo eventual. Nesse caso, ele teria assumido o risco de causar a morte. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp.
No entanto, o promotor Daniel Bernoulli, do MPDFT, afirma que não encontrou elementos que indicassem um crime doloso contra a vida. Ou seja, para ele, não há indícios de que tenha havido uma intenção de matar ou que alguém tenha assumido esse risco.
Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) disse que não há elementos para acusar por homicídio doloso o dono do trailer TV Globo/Reprodução De acordo com o documento do Ministério Público, pode ter havido imperícia ou negligência e até uma possível fraude processual. Por isso, o MPDFT pediu que o caso seja encaminhado à Vara Criminal do Itapoã, para que essas possíveis irregularidades sejam apuradas. Erick Sousa, de 12 anos, morreu no dia 24 de julho.
Ele levou um choque ao tentar pegar uma bola que estava embaixo do trailer, na quadra 10 do condomínio Del Lago, no Itapoã, onde o garoto morava. Erick Sousa, de 12 anos, morreu depois de um choque elétrico, no DF TV Globo/Reprodução Em agosto, o laudo cadavérico confirmou que a morte de Erick foi provocada por um choque elétrico.
Já o laudo da perícia realizada no trailer confirmou uma série de irregularidades, entre elas, uma tomada com defeito, que apresentava fuga de energia e deixava a estrutura metálica do trailer energizada. Mesmo depois da investigação da PCDF, que indiciou o dono do trailer por homicídio com dolo eventual, o Ministério Público entendeu que não há elementos para caracterizar um crime doloso contra a vida, e por isso, pediu que o caso fosse encaminhado para a justiça comum.
A família de Erick diz que não concorda com o entendimento do Ministério Público. Para o advogado, que representa a família do menino, o dono do trailer tinha informações anteriores sobre os problemas no local. O advogado Leonardo Azevedo questiona o fato do caso ter sido encaminhado para a justiça comum antes do fim das investigações.
"A defesa tem ferramentas muito escassas nessa fase". "Nós fizemos um requerimento para que fosse dado vista dos autos ao Ministério Público, já com a manifestação da família da vítima, apontando essas questões em específico para uma possível reconsideração do Ministério Público. E não obtivemos uma resposta direta do Ministério Público, que reiterou o pedido de declínio de competência, tendo o juiz declinado", afirma o advogado.
A família diz que vai continuar buscando o reconhecimento da responsabilidade do proprietário pela morte do menino. "Tendo em vista que uma mãe perdeu o seu filho e ela tem também uma filha que perdeu o irmãozinho, a sensação que a família experimenta é de injustiça. Porque você não pode atribuir valor à vida de alguém.
Então, quando a conduta não é reprovada a contento, fica esse sentimento de injustiça", diz o advogado Leonardo Azevedo. LEIA TAMBÉM: ITAPOÃ: Menino de 12 anos morre após levar choque elétrico no DF FRAUDE EM CRECHES: MP denuncia grupo por desvios de R$ 3 milhões em verbas públicas no DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.



