PF faz operação em 16 cidades do MA contra fraude no Seguro Defeso A Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), realizou, nesta quarta-feira (28), a Operação Indefeso, para combater um esquema suspeito de fraudar a concessão do Seguro Defeso no Maranhão. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões em bens e valores dos investigados. De acordo com a PF, prejuízo poderia chegar a R$ 10 bilhões.

Ao todo, cerca de 160 policiais federais participaram da operação, que cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em 16 municípios maranhenses. Dois agentes públicos suspeitos de envolvimento no esquema também foram afastados cautelarmente de suas funções.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Maranhão no WhatsApp PF bloqueia R$ 400 milhões em operação contra fraudes no Seguro Defeso no MA; prejuízo poderia chegar a R$ 10 bilhões Divulgação/Polícia Federal Os mandados foram cumpridos nas cidades de São Luís, São José de Ribamar, Alto Alegre do Maranhão, Santa Rita, Olho d'Água das Cunhãs, Anajatuba, Pindaré-Mirim, Mirinzal, Axixá, Icatu, Lago da Pedra, Lagoa Grande do Maranhão, Turilândia, Bacabal, Pedreiras e Santa Luzia do Paruá.

Segundo balanço preliminar da operação, os valores e veículos apreendidos somam aproximadamente R$ 2,88 milhões (R$ 2.884.341,00). Durante as buscas, também foram apreendidos armas, documentos e aparelhos celulares, que serão analisados pelos investigadores. A PF não informou os nomes dos investigados.

Esquema poderia causar prejuízo de R$ 10 bilhões PF bloqueia R$ 400 milhões em operação contra fraudes no Seguro Defeso no MA; prejuízo poderia chegar a R$ 10 bilhões Divulgação/Polícia Federal Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram indícios da atuação de uma organização criminosa que utilizava documentos fraudulentos e inseria informações falsas em sistemas do governo para obter irregularmente o Seguro Defeso.

O benefício é destinado a pescadores artesanais que ficam impedidos de exercer a atividade pesqueira durante o período de proibição estabelecido para a preservação das espécies. De acordo com a PF, o esquema investigado poderia provocar um prejuízo estimado em R$ 10 bilhões aos cofres públicos ao longo de cinco anos. Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou 17 medidas cautelares alternativas à prisão.

As decisões têm como objetivo impedir a continuidade das suspeitas de irregularidades e preservar as investigações. O bloqueio de R$ 400 milhões em bens e valores dos investigados também foi determinado judicialmente para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e evitar a ocultação ou transferência de patrimônio.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistemas da administração pública, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, esclarecer a participação de agentes públicos e particulares e calcular o prejuízo efetivamente causado aos cofres públicos.