Imagem atribuída à facção criminosa “decretando” a execução do adolescente. Redes sociais. A Polícia Civil tenta localizar o suspeito de assassinar José Arthur Alves dos Santos, de apenas 17 anos, conhecido como "Arthurzinho", na noite desta quarta-feira (1º), em Paranaíba.
O adolescente foi executado a tiros dentro de uma residência, no Bairro Santo Antônio. Após invadir a residência e atirar contra a vítima, o suspeito teria deixado o local comemorando o crime enquanto falava ao telefone. “Deu certo.
Deu certo. Consegui. Ele já está morto, já está morto”, teria dito, segundo testemunhas ouvidas pela polícia.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A atitude reforça a suspeita de que o assassinato possa ter sido encomendado em meio a disputas pelo domínio do tráfico de drogas na cidade, segundo a polícia. Nas redes sociais, circulava uma imagem atribuída à facção criminosa Comando Vermelho (CV), na qual teria sido “decretada” a morte do adolescente. A informação, no entanto, ainda é investigada pelas autoridades.
Conforme o boletim de ocorrência, a execução aconteceu por volta das 19h15. O suspeito chegou ao endereço onde Arthur estava e foi recebido por uma jovem de 23 anos. Ele teria afirmado que precisava entregar algo a "Arthurzinho".
A jovem retornou para dentro da residência e avisou Arthur de que havia um homem do lado de fora. O adolescente respondeu que não o conhecia. Logo em seguida, porém, o suspeito invadiu o imóvel e atirou contra Arthur a queima-roupa, na cozinha.
Ainda segundo o registro policial, após os disparos, o homem teria apontado a arma para a jovem, que estava na residência acompanhada do filho pequeno. Em seguida, fugiu do local. Agora no g1 Testemunhas relataram à polícia que o suspeito deixou a residência comemorando ter matado o adolescente, que seria apontado como integrante de um grupo rival e estaria “jurado de morte”, conforme a publicação divulgada na rede social.
A Polícia Civil foi acionada e recolheu imagens de câmeras de segurança instaladas na região, que podem ajudar na identificação do autor. Equipes da Força Tática da Polícia Militar também realizaram buscas nas proximidades, mas o suspeito não havia sido localizado até a publicação desta reportagem. O caso foi registrado como homicídio doloso majorado, com referência à hipótese de crime praticado por milícia privada sob o pretexto de prestação de serviço de segurança.
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