Depoimento de Yan Lopes (Podemos) na Câmara de Caçapava, em 8 de outubro. Bruna Capasciutti/TV Vanguarda/Arquivo Foi publicada nesta quinta-feira (22), no Diário Oficial de Caçapava (SP), a intimação da Comissão Processante para que a defesa do prefeito Yan Lopes (Podemos) apresente, em cinco dias, as alegações finais no processo que pode levar à cassação do mandato. O documento, emitido na quarta-feira (21), informa que a fase de instrução foi encerrada.
Após o prazo, o processo retornará à comissão para a elaboração do parecer final, independentemente de a defesa apresentar ou não a manifestação. Em sua defesa, o prefeito Yan Lopes afirmou ao g1 que o processo também envolve uma discussão política e questionou a quem interessaria o aumento da tarifa de ônibus de R$ 4,20 para R$ 6,20. Segundo ele, a política pública adotada pela gestão permitiu manter o valor mais baixo.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Yan Lopes presta depoimento para comissão processante em Caçapava Investigação A Comissão Processante foi aberta em 11 de agosto, após a Câmara Municipal aprovar por unanimidade o recebimento de uma denúncia contra o prefeito. O processo apura o uso de cerca de R$ 2,1 milhões do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito para subsidiar a tarifa de ônibus.
A denúncia aponta que a utilização dos recursos para essa finalidade seria irregular, com base em uma regra do Código de Trânsito Brasileiro. Em sua defesa, Yan negou irregularidades e afirmou que os recursos foram aplicados no transporte público. Durante depoimento em 8 de outubro, ele declarou que autorizou o uso do dinheiro após parecer favorável da Procuradoria Jurídica do município.
Na ocasião, também afirmou que não havia previsão orçamentária para o subsídio quando assumiu a Prefeitura, em 2025, e que a medida foi adotada para evitar que a passagem subisse para R$ 6,20. Antes do depoimento, a defesa questionou a condução dos trabalhos e pediu que a presidente da comissão, vereadora Fran Miranda (PL), tia do prefeito, fosse declarada impedida de participar do processo. Ela respondeu que o julgamento seria feito por todos os vereadores.
Em 7 de outubro, a comissão havia decidido anular os depoimentos de testemunhas ouvidas em setembro, após a defesa alegar cerceamento do direito de defesa. Próximos passos Após a elaboração do parecer final, os vereadores decidirão, em votação, se o prefeito deve ou não perder o mandato. O prazo máximo previsto para a conclusão do processo é de 90 dias, com término em 11 de novembro.
Até uma eventual decisão pela cassação, Yan Lopes permanece no cargo. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina



