Hospital de Urgência de Teresina (HUT) Ilana Serena / g1 Segundo a polícia, pessoas próximas fizeram empréstimos para ajudá-la; investigação aponta prejuízos de até R$ 250 mil a vítimas em duas cidades do Piauí.A técnica de enfermagem de 37 anos presa suspeita de fingir ter câncer para pedir dinheiro disse à Polícia Civil que tem vício em jogos digitais e que está em tratamento. A mulher foi detida preventivamente nesta quarta-feira (28), no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
Conforme a investigação, vítimas tiveram prejuízos que chegam a R$ 250 mil. A prisão por suspeita de estelionato foi confirmada pelo delegado Adalberto Paulo, da 2ª Delegacia Seccional de Teresina. Segundo a Polícia Civil, a investigada dizia estar com câncer ou outras doenças graves, próprias ou de familiares, para sensibilizar pessoas próximas e pedir dinheiro.
✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Em Teresina, uma das vítimas teve prejuízo de R$ 16 mil. Os policiais também identificaram um inquérito já concluído em São Pedro do Piauí, onde a mulher foi indiciada por causar prejuízo de R$ 250 mil a uma comadre. A investigação começou em agosto, após uma das vítimas registrar um boletim de ocorrência.
A partir da denúncia, os policiais consultaram os dados da suspeita nos sistemas da corporação. Agora no g1 Durante as apurações, os policiais identificaram entre cinco e oito boletins de ocorrência registrados contra a investigada, além do inquérito em São Pedro do Piauí. Diante dos indícios reunidos, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva, cumprida no local onde ela trabalhava.
Ao g1, o HUT confirmou que a mulher trabalha como técnica de enfermagem na unidade. O hospital informou ainda que esclarecimentos sobre o caso devem ser fornecidos pela polícia. A identidade da suspeita não foi divulgada.
A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar possíveis novas vítimas e verificar se há outros registros semelhantes envolvendo a suspeita. Após a conclusão do inquérito, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público e à Justiça. *Juliana Cristina e Eduarda Barradas, estagiárias sob supervisão de Lucas Marreiros.
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