Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ A Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, informou que nenhuma alta médica foi adiada após uma médica orientar colegas a não liberarem pacientes petistas durante as eleições. Segundo a unidade, a apuração interna ainda está em andamento, mas já foi possível constatar que nenhum paciente teve a alta postergada em razão da mensagem. “A apuração ainda está em curso, mas já se sabe que nenhuma alta foi adiada”, informou a maternidade.

A médica Marcella Segato de Sousa Melo teve o contrato suspenso temporariamente após a repercussão de uma mensagem enviada a um grupo de WhatsApp de profissionais da unidade. No texto, ela orientou que os colegas não dessem alta a pacientes durante o fim de semana da votação e fez referência à preferência política deles.

✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em nota, a defesa da profissional esclareceu que ela não foi demitida e que a suspensão do contrato permanece em vigor enquanto são realizados os procedimentos internos. “A profissional não foi formalmente demitida. O contrato da médica foi suspenso temporariamente, enquanto são realizadas as apurações internas”, informou a defesa.

Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ em dia de eleição Reprodução/TV Anhaguera Mensagem e denúncia A mensagem foi enviada em um grupo de WhatsApp de médicos da maternidade na sexta-feira (2), antes do primeiro turno das eleições. Na publicação, Marcella escreveu: “Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista”. O conteúdo repercutiu após a divulgação de uma captura de tela da conversa.

A orientação foi denunciada ao Ministério Público Federal (MPF), e o caso também chegou à Procuradoria Regional Eleitoral em Goiás, que encaminhou a situação ao órgão do Ministério Público Eleitoral com atribuição para apuração. A Procuradoria informou ainda que adotou medidas preventivas para garantir o livre exercício do voto no segundo turno. Os detalhes dos procedimentos não foram divulgados devido à restrição de acesso às informações.

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“A suspensão temporária não se confunde com a rescisão contratual. É necessário aguardar a conclusão dos procedimentos internos para qualquer posicionamento definitivo sobre o vínculo profissional”, afirmou. Em manifestação anterior, Marcella pediu desculpas pela mensagem e afirmou que nenhuma decisão médica foi tomada com base na preferência política dos pacientes.

A profissional também declarou que nenhuma alta foi negada ou atrasada por esse motivo. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás