“É o começo da Justiça, o que a gente esperava.” Foi assim que a mãe do estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, que foi assassinado, reagiu ao saber da prisão do bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, homem que matou o filho dela durante uma discussão de trânsito em Taubaté. Marcos foi preso na manhã desta quarta-feira (7), em São Paulo. Ele chegou em uma viatura do Corpo de Bombeiros, acompanhado por um oficial, e foi levado para a delegacia.

A mãe afirmou que sentiu alívio com a prisão, mas reforçou que o pedido da família é por Justiça, e não por vingança. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp “Eu me sinto inicialmente aliviada. Meu apelo pela Justiça não é um apelo de vingança.

É um apelo de respeito à vida. Nós precisamos respeitar a vida”, afirmou.

Bombeiro acusado de matar estudante de medicina é levado para delegacia em SP LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Bombeiro que matou estudante de medicina a tiros em Taubaté é preso em SP VÍDEO mostra carros de estudante de medicina e bombeiro lado a lado antes de briga de trânsito Família lamenta morte de estudante de Medicina e cobra justiça: 'Interromperam um sonho por besteira' Pai de bebê, casado e estudante de Medicina: saiba quem era o jovem morto a tiros após discussão no trânsito em Taubaté Soraia disse ainda que situações comuns no trânsito não justificam uma reação violenta.

“Quantas vezes a gente já recebeu uma buzinada, quantas vezes, sem querer, a gente pode ter fechado alguém no trânsito. Nunca nada pode nos dar o direito de uma revolta tão grande e de uma violência tão brutal, tão sem pensar”, afirmou. ‘A gente vai ressignificar essa dor’ A mãe também falou sobre a força que tem encontrado na fé e nas mensagens recebidas após a morte do filho.

“E a gente vai ressignificar essa dor dia após outro dia. Nesse momento, acho que Deus me carrega no colo com toda certeza”, disse. ‘É o começo da Justiça’, diz mãe após prisão de bombeiro que matou estudante de medicina a tiros em SP Reprodução/TV Vanguarda Segundo Soraia, a família recebeu muitas mensagens de apoio desde a morte de Bruno.

“Eu sigo pelos pais que eu recebi naquele momento, por todos os estudantes, por tantas mensagens lindas que eu não estou nem conseguindo responder”, afirmou. Uma semana após a morte de Bruno, amigos, familiares e colegas também organizam manifestações pedindo paz e Justiça. Em Taubaté, será realizada uma missa na Igreja de Santa Teresinha, seguida de uma caminhada até o local onde o estudante foi morto.

Em Jacareí, amigos da faculdade também organizaram uma missa e uma caminhada pela paz. Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morto a tiros após uma discussão no trânsito em Taubaté Reprodução Denúncia do Ministério Público A prisão de Marcos ocorreu um dia após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciá-lo por homicídio qualificado. A denúncia foi apresentada na terça-feira (6) e ainda será analisada pela Justiça.

O MP pediu que Marcos responda por homicídio com as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a acusação, o crime aconteceu após uma discussão de trânsito. O Ministério Público sustenta que Marcos quebrou o vidro do veículo de Bruno antes de efetuar os disparos, reduzindo as possibilidades de reação da vítima.

A Polícia Civil concluiu o inquérito no dia 2 de outubro e também havia indiciado Marcos pelas mesmas qualificadoras. Bruno foi atingido por quatro tiros, sendo um no pescoço, dois no tórax e um no braço esquerdo. Ele chegou a fugir após ser baleado, mas não resistiu aos ferimentos.

Após se entregar, bombeiro acusado de matar estudante de medicina é levado para delegacia em SP Arquivo pessoal Defesa Em nota, o advogado Cláudio Rodrigues Moreira, responsável pela defesa de Marcos, afirmou que adotará todas as medidas cabíveis no processo e que exercerá o direito à ampla defesa e ao contraditório. A defesa disse que Marcos está à disposição das autoridades.

O advogado afirmou que respeita as instituições e que as manifestações e teses defensivas serão apresentadas nos momentos processuais adequados, com base nas provas que integram o procedimento. A defesa sustenta que Marcos agiu em legítima defesa. Em depoimento à Polícia Civil, ele afirmou que acreditou estar diante de uma tentativa de assalto e que teria visto um objeto que parecia ser uma arma com Bruno.

Nenhuma arma de fogo foi encontrada com o estudante. A Polícia Civil, porém, afastou a versão de legítima defesa ao concluir o inquérito. Após se entregar, bombeiro acusado de matar estudante de medicina é levado para delegacia em SP William Almeida/TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina