Polícia investiga denúncia de homofobia contra motorista de ônibus em São Luís Um passageiro denunciou à Polícia Civil do Maranhão um motorista de ônibus por suspeita de homofobia e ameaça em São Luís. Segundo o homem, o condutor teria deixado de parar diversas vezes no ponto onde ele aguardava, no bairro Areinha, ou parado o veículo distante do local, o que o obrigava a correr para embarcar.
Em um vídeo, o passageiro afirma que a situação se repetia principalmente quando estava sozinho no ponto de ônibus (assista acima). Ele relata que os episódios ocorriam havia meses e que passou a suspeitar de discriminação por parte do motorista. “Eu faço parada, ele não para para mim.
Eu não sei qual é o problema dele. Eu não sou marginal, eu sou professor, eu trabalho. […] Quando eu tô na parada sozinho, ele não para para mim.
E outra coisa: quando tô sozinho na parada, ele para o ônibus lá na frente”, relata o passageiro. O caso envolve as linhas 313 (Tamancão) e 307 (Alto da Esperança). Segundo o passageiro, as situações se repetiam havia meses.
Inicialmente, ele desconfiou da atitude do motorista, mas passou a acreditar que era alvo de discriminação e decidiu registrar um boletim de ocorrência. O homem também relatou ter recebido ameaças após questionar o motorista sobre a situação. Segundo a denúncia, o condutor teria afirmado que tinha quatro filhos que estavam querendo encontrar o passageiro.
Polícia Civil investiga suspeita de homofobia A Polícia Civil do Maranhão informou que o caso é investigado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Segundo a corporação, o passageiro tinha previsão de comparecer à delegacia na tarde dessa quinta-feira (29) para prestar depoimento. A polícia informou ainda que o motorista e possíveis testemunhas serão intimados nos próximos dias para prestar esclarecimentos.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias dos episódios relatados e apurar se houve crime de homofobia. Leia a nota na íntegra. “A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) informa que as investigações do caso ficaram a cargo da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).
A vítima ficou de comparecer à unidade policial na tarde desta quinta-feira (29), para prestar depoimento. Nos próximos dias, a outra parte envolvida no caso, bem como as testemunhas, serão intimadas a prestar depoimento perante a autoridade policial, com o objetivo de esclarecer os fatos”.



