Um envelope de votação é depositado em uma urna em uma seção eleitoral na Prefeitura de Malmö, na Suécia, neste domingo (13). Johan Nilsson/TT News Agency via AP A oposição de centro-esquerda na Suécia venceu as eleições no país, anunciou nesta quinta-feira (17) a Justiça Eleitoral sueca. O bloco, liderada pela ex-primeira-ministra Magdalena Andersson e seu Partido Social-Democrata, tomará assim o poder do atual governo, de direita.
O resultado do pleito também revelou perda de força da extrema direita. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A votação foi realizada no domingo (13), mas a contagem foi concluída nesta quinta. Segundo o resultado, os partidos de oposição de centro-esquerda, que concorream juntos, conquistaram 176 cadeiras no Parlamento, o que dá ao bloco a maioria no Parlamento.
Já o bloco governista de direita garantiu 173 assentos, ainda de acordo com a Justiça Eleitoral. A imprensa local sueca afirmou que atual premiê, Ulf Kristersson, vai renunciar ao cargo em breve. Com o resultado, a expectativa é de que a líder do Partido Social-Democrata, Magdalena Andersson, retorne ao cargo de primeira-ministra após quatro anos na oposição.
Todos os votos para o parlamento de 349 cadeiras já foram contabilizados, embora o resultado ainda dependa de certificação formal nos próximos dias. 👉 A principal surpresa foi o desempenho dos Democratas da Suécia (SD), partido de extrema direita. A legenda pode registrar sua primeira queda no número de cadeiras desde que entrou no Parlamento, em 2010, e deixar de ser a segunda maior força política do país.
Agora no g1 O retorno de 'Magda' Durante meses, as pesquisas apontaram vantagem confortável para a oposição de centro-esquerda, liderada pela ex-primeira-ministra Magdalena Andersson e seu Partido Social-Democrata. Nos últimos dias de campanha, porém, a diferença diminuiu até chegar a um empate técnico. Aos 59 anos, Andersson, conhecida como "Magda" na Suécia, tenta voltar ao comando do governo após deixar o cargo em 2022.
Aos 62 anos, Kristersson busca mais quatro anos no poder para "tornar a Suécia grande novamente", afirmou ela à agência de notícias francesa AFP, em referência ao slogan popularizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Magdalena Andersson, aplaude enquanto aguarda, ao lado de apoiadores, os primeiros resultados das eleições gerais no centro de convenções Waterfront, em Estocolmo, Suécia, neste domingo (13).
Reuters Os social-democratas, que governaram a Suécia durante boa parte do século 20 e seguem como a principal força política do país, prometeram reforçar o Estado de bem-estar social e ajudar as famílias a enfrentar o aumento do custo de vida. Já o líder da extrema direita, Jimmie Åkesson, transformou nas últimas duas décadas os Democratas da Suécia, partido de origem neonazista, em uma das principais forças políticas do país.
No sábado (12), durante o último comício de campanha em Estocolmo, ele afirmou considerar a disputa eleitoral "já vencida". "A Suécia está se tornando mais segura, melhor e mais sueca", afirmou, cercado por bandeiras azuis e amarelas com a mensagem "Faça a Suécia voltar a ser a Suécia". Em uma publicação no Instagram, a ativista climática sueca Greta Thunberg pediu aos eleitores que impedissem a formação de uma aliança de governo entre a direita e a extrema direita.
"Nenhum fascista em nosso governo. Justiça climática já!", escreveu. Cerca de 8 milhões de pessoas estavam aptas a votar na eleição em um país de 10,6 milhões de habitantes, onde a participação eleitoral costuma superar 80%.
* Com informações da AFP



