Justiça impede circulação de 90 ônibus da Marechal por inadimplência Um relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal aponta que a Secretaria de Mobilidade acumulou uma dívida de mais de R$ 1,4 bilhão com fornecedores, "referente a fornecimento de bens e prestação de serviços".
Conforme apurado pela TV Globo, o GDF deve para as cinco empresas de ônibus os repasses que deveriam ter sido feitos este ano e em anos anteriores, incluindo valores da tarifa técnica e das gratuidades para estudantes e pessoas com deficiência. Em nota, a Secretaria de Economia afirmou que cerca de 85% do déficit orçamentário e financeiro de R$ 1 bilhão da Secretaria de Mobilidade referente a 2026 já foi regularizado.
🔎 Em entrevista ao DF1 nesta terça-feira (26), após se reeleger, a governadora Celina Leão afirmou que o GDF está com as contas "no azul". "Foi publicado o nosso balanço. Vamos chegar em dezembro, pagando os fornecedores, servidores públicos.
As contas estão sob controle", disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. Ônibus apreendidos Ônibus de transporte público em garagem de Ceilândia, em 28 de outubro TV Globo O presidente do Sindicato dos Rodoviários do DF argumenta que a falta de repasses do governo foi o que levou à apreensão de 90 ônibus da Marechal, nesta quarta-feira (28), por inadimplência com a fabricante dos veículos.
A dívida também está afetando o pagamento de benefícios dos trabalhadores. "Essa empresa também, devido à questão financeira, está devendo para o sindicato quase R$ 20 milhões, referente ao plano de saúde, plano odontológico e mensalidade do sindicato", afirma João Jesus. A decisão de apreender os ônibus é da Justiça de Curitiba, no Paraná, onde fica a sede do grupo Volvo, fabricante dos veículos, no Brasil.
A empresa estrangeira também se manifestou sobre o caso. Foi uma decisão difícil, mas necessária diante de prolongada inadimplência de contrato financeiro. Antes desta medida, houve inúmeras tentativas de negociação, ao longo dos últimos seis meses (veja íntegra no final da reportagem).
Nesta quarta, a Marechal disse que foi surpreendida pela medida e que já mantinha negociações com a Volvo para solucionar as pendências. Para evitar a falta de transporte, a Secretaria de Mobilidade determinou que as empresas Piracicabana, Urbi e BSBus apoiassem a operação e informou que estava acompanhando a situação de perto. Nesta quarta-feira (29), os ônibus apreendidos continuavam parados em uma garagem em Taguatinga.
O que diz a Marechal Na manhã desta quarta-feira (28), 90 ônibus da Auto Viação Marechal deixaram de sair da garagem em cumprimento a uma determinação judicial. A empresa foi surpreendida pela medida, uma vez que mantém negociação em andamento com a Volvo para a solução das pendências entre as partes. A Marechal já adotou todas as providências necessárias para resolver a questão com celeridade e garantir a continuidade do transporte público à população do Distrito Federal.
O restante da frota opera normalmente desde o início da manhã. O que diz a Volvo A Volvo Financial Services esclarece que a retomada de ônibus da Auto Viação Marechal foi uma decisão difícil, mas necessária diante de prolongada inadimplência de contrato financeiro. Antes desta medida, houve inúmeras tentativas de negociação, ao longo dos últimos seis meses.
A Auto Viação Marechal é um cliente tradicional da marca, com uma trajetória de relevante contribuição para a mobilidade urbana. É importante destacar que a retomada dos veículos pauta-se pelo estrito cumprimento dos termos do contrato mantido entre as partes. A Volvo Financial Services reconhece plenamente a importância desta frota de ônibus para o transporte público de passageiros.
Seguimos empenhados em buscar alternativas responsáveis para um acordo que viabilize o imediato retorno dos veículos à operação regular. O que diz a Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) reafirma que a pasta deu 24 horas de prazo para a Auto Viação Marechal apresentar o plano emergencial de contingência operacional indicando os veículos disponíveis para remanejamento, a frota reversa e as medidas adotadas para preservar a oferta de transporte público.
Caso a determinação não seja cumprida, a pasta adotará as medidas cabíveis com base nas normas em vigor. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.



