Sobe para 69 o número de mortos no acidente com dois trens na Espanha Subiu para 69 o número de mortos no acidente entre dois trens na Espanha. O Itamaraty confirmou que uma brasileira está entre os mais de 100 feridos na tragédia. Em estações, um minuto de silêncio em memória aos mortos.
E, no local do acidente, mais um dia de busca angustiante por vítimas. Equipes usaram drones para visualizar a destruição e guindastes para levantar destroços dos trens que viajavam de Madri para Sevilha. O marido de uma sobrevivente contou que ela está em estado de choque: "Foi um turbilhão de cabos, fumaça, gritos, choro, vidros quebrados, computadores e malas voando.
Depois, um silêncio repentino. E então, mais gritos e choro", afirmou. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Equipes estão coletando amostras de DNA para identificar todos os mortos.
Cerca de 50 pessoas ainda estão internadas. O Itamaraty confirmou que entre os mais de 100 feridos há uma brasileira. Ao visitar um hospital, o Rei Felipe reforçou que a investigação precisa esclarecer as causas.
Já se sabe que houve uma pane no sistema que controla a distância entre os trens. Por isso, várias composições pararam e a central de controle passou a orientar a circulação. Os controladores autorizaram um dos trens a seguir viagem, com velocidade normal, como mostra a conversa gravada com o maquinista.
O condutor ainda questiona: "Com velocidade normal?". E os controladores confirmam que sim. O normal para o trecho era 200 km/h.
Sobe para 69 o número de mortos no acidente entre dois trens na Espanha Jornal Nacional/ Reprodução Naquele momento, ainda tinha um outro trem à frente, que também recebeu autorização para partir. A maquinista tentou reiniciar o sistema duas vezes, só que não conseguiu. Ela chegou a avisar a central.
Mas, cinco minutos depois, o trem em movimento bateu na traseira do que ainda estava parado. A Espanha tem a maior rede de trens de alta velocidade de toda a Europa. No mundo, só a China está à frente.
Mas a segunda tragédia em nove meses abalou o que era motivo de orgulho para os espanhóis. Uma manifestação, na quarta-feira (28), em frente ao Ministério dos Transportes, terminou em confronto entre policiais e manifestantes. A menos de um mês das eleições, os dois principais partidos suspenderam os atos de campanha.
O primeiro-ministro Pedro Sanchez, que tenta se reeleger, disse: "Todas as instituições estão trabalhando dia e noite para oferecer apoio às famílias, esclarecer cada detalhe da tragédia e reforçar as medidas de segurança para que isso nunca mais se repita”.
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