Polícia Civil do RS investiga grupo que se passava por técnico de futebol para aplicar golpes em atletas Polícia Civil Um grupo que usava perfis falsos em aplicativos de mensagens para se passar pelo técnico do Grêmio, o português Luís Castro, e aplicar golpes contra atletas do clube é investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Além do Grêmio, foram identificados como alvo jogadores e personalidades vinculados a clubes de outros estados, a uma equipe do futebol europeu e a um artista de projeção nacional.
O g1 busca contato com o Grêmio Football Porto-Alegrense, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A investigação é da 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre. A Operação Falso 9 cumpre mandados nesta quarta-feira com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
A ação cumpriu um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão na cidade de Itaperuna (RJ). O alvo é investigado pela prática dos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e falsa identidade. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A apuração começou após a polícia receber a denúncia de que um suspeito havia contatado, pelo WhatsApp, quatro atletas.
Ele usou uma foto do técnico da equipe para se passar por ele. O golpista então instruiu os jogadores a chegarem mais cedo ao centro de treinamento no dia seguinte "para bater um papo". Com um dos atletas, o falso técnico manteve conversa por vários dias, questionando sobre rotina, família e desempenho nos treinos, além de elogiar sua dedicação.
Em determinado momento, pediu que o jogador não comentasse aquele contato com os demais, numa tentativa de isolar a vítima e evitar que o golpe fosse descoberto. Agora no g1 Por fim, fazia o pedido financeiro, alegando que seria para ajudar um grupo social do Rio de Janeiro, por meio de doação de cestas básicas. O pedido foi de 300 cestas básicas, a R$ 75 cada, totalizando R$ 22,5 mil.
No dia 6 de maio deste ano, ele encaminhou uma chave Pix aleatória, informando pertencer a uma suposta responsável pela instituição, e orientou o atleta a efetuar o pagamento. Uma primeira tentativa de transferência foi barrada pelo limite diário de movimentação bancária da vítima, levando o golpista a reagendar o pagamento para a manhã seguinte e a pedir, mais uma vez, sigilo. No dia seguinte, a transferência foi efetivada via Pix.
Na sequência, o suspeito enviou ao atleta uma suposta confirmação de recebimento das cestas por parte da instituição, encerrando essa etapa da fraude. Ainda no mesmo dia, o golpista tentou ampliar o prejuízo: informou à vítima que outro atleta, supostamente de "fora do Brasil" e impossibilitado de responder devido ao fuso horário, também desejava contribuir, com 600 cestas básicas, equivalentes a R$ 50 mil, e pediu que o jogador adiantasse o valor, com promessa de ressarcimento posterior.
Para reforçar a legitimidade do pedido e pressionar a vítima, o suspeito chegou a mencionar a colaboração de outros atletas do time. A nova transferência não se concretizou por também exceder o limite diário de movimentação financeira da vítima, o que interrompeu a sequência de golpes. VÍDEOS: Tudo sobre o RS



