Animais são consideradas cinco maiores predadores da floresta Amazônica. Reprodução No Dia da Amazônia, celebrado neste sábado (5), uma das formas de conhecer a riqueza da maior floresta tropical do mundo é olhar para alguns dos animais que ocupam posições de destaque na cadeia alimentar. Fortes, ágeis, estratégicos e, em alguns casos, venenosos, esses animais desenvolveram diferentes habilidades para sobreviver e capturar suas presas.
Há os que usam força e velocidade, os que atacam de surpresa e até os que contam com armas bioquímicas, como o veneno. A Amazônia abriga uma das maiores diversidades de espécies do planeta. Entre tantos animais, alguns são considerados predadores por reunirem três características: capturam, matam e consomem suas presas.
📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Para entender como esses animais atuam na natureza, o g1 ouviu o biólogo Obed Barros, que explicou as estratégias utilizadas por cinco dos grandes predadores encontrados na Amazônia. Confira abaixo. Afinal, o que é um predador?
Segundo o biólogo, para que um animal seja considerado predador, ele precisa realizar três ações durante a chamada predação: capturar, matar e consumir outro animal. Para isso, cada espécie desenvolveu características próprias que ajudam na sobrevivência e na caça. “Os predadores têm normalmente a camuflagem para aproximação.
São velozes. Para matar, podem usar garras, dentes, saltos específicos, força. Existem também os que matam com armas bioquímicas, como as cobras, que matam pelo veneno e também para o consumo, como uma digestão mais rápida, um aproveitamento maior do que se come”, explicou.
Amazonas tem pior nota entre estados da Amazônia Legal na proteção a defensores ambientais, revela estudo Conheça cinco grandes predadores da Amazônia. 🐆 Onça-pintada (Panthera onca) Onça pintada é considerada um dos maiores predadores da Amazônia. Edir Alves Considerada o maior felino das Américas, a onça-pintada é um dos predadores mais emblemáticos da Amazônia.
O animal pode pesar entre 60 e 95 quilos e chegar a cerca de 1,5 metro de comprimento, sem contar a cauda. A espécie pode ser encontrada desde o sul do México até a Argentina. Na Amazônia, ocupa principalmente áreas de terra firme, mas também pode ser encontrada em regiões de várzea e igapó.
A onça tem hábitos predominantemente crepusculares e utiliza sentidos como visão, audição e olfato para localizar suas presas. Onça-pintada e 'pantera negra' são filmadas nadando juntas em lago no AM Durante a caça, pode se aproximar silenciosamente e usar um ataque rápido para surpreender o animal. As garras ajudam a segurar a presa, enquanto a forte mordida é uma das principais armas para matá-la.
A força do felino permite que ele ataque animais de grande porte, como antas. Dependendo do tamanho da presa, a onça pode permanecer se alimentando dela por vários dias. 🐍 Surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta) Surucucu-pico-de-jaca é vista com menos frequência na natureza Willianilson Pessoa/Arquivo Entre as serpentes da Amazônia, a surucucu-pico-de-jaca se destaca pelo tamanho.
Segundo o biólogo, é a maior cobra peçonhenta encontrada na região e pode chegar a cerca de 3,5 metros de comprimento. O nome popular está relacionado à aparência da pele, formada por escamas ásperas que lembram a casca de uma jaca. A espécie apresenta coloração amarelada, com desenhos escuros em formato triangular.
De hábitos solitários, a surucucu utiliza uma estratégia de espera para capturar suas presas. Ela pode permanecer imóvel até que um animal se aproxime. Surucucu-pico-de-jaca A língua auxilia na percepção de partículas e odores presentes no ambiente.
A serpente também consegue perceber vibrações e possui estruturas capazes de detectar o calor emitido por outros animais. Quando identifica uma presa, realiza um ataque rápido e utiliza as presas especializadas para inocular o veneno. A substância pode provocar efeitos no sistema nervoso, danos aos tecidos e alterações na coagulação e provocar hemorragias.
O veneno também auxilia no processo de digestão da presa. 🦅 Gavião-real (Harpia harpyja) Gavião-real (Harpia harpyja) fotografado em Manaus (AM) Priscilla Diniz/VC no TG Com até cerca de 1 metro de altura, o gavião-real é uma das maiores e mais impressionantes aves de rapina da Amazônia. A principal arma do animal são as garras.
Os dedos fortes e as unhas, que podem chegar a aproximadamente 7 centímetros, são usados para capturar e perfurar as presas. O gavião-real vive principalmente em áreas de floresta e costuma utilizar árvores de grande porte como pontos de observação. De lá, consegue localizar animais que circulam pela mata.
Gavião-real. Carlos Tuyama/Arquivo pessoal A alimentação inclui mamíferos como macacos, preguiças e roedores. Dependendo da situação, também pode atacar animais que estejam no solo ou em áreas mais abertas da floresta.
Apesar do tamanho, é uma ave difícil de ser observada na natureza. 🦦 Ariranha (Pteronura brasiliensis) Ariranhas podem ser encontradas na região norte da Amazônia, em Roraima Thiago Orsi Laranjeiras/Divulgação Também conhecida como lontra-gigante, a ariranha é a maior espécie entre as lontras. No Amazonas, pode ser encontrada em rios, lagos e outros ambientes de água doce.
O animal é semiaquático e vive em grupos familiares, que podem reunir de três a 20 indivíduos, dependendo da presença de filhotes. Diferentemente de outros predadores da lista, a ariranha concentra sua caça no ambiente aquático. A dieta é formada principalmente por peixes, mas outros pequenos animais também podem fazer parte da alimentação.
O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) destaca que a espécie pode se alimentar de peixes como jaraqui, aracu, piranha e pacu. Viveiro de ariranhas é uma das atrações do Bosque da Ciência Jamile Alves/G1 AM A espécie também chama atenção pela comunicação. As ariranhas utilizam diferentes vocalizações para se comunicar dentro do grupo.
Durante a caça, o animal captura o peixe e costuma levá-lo para a margem antes de se alimentar, começando pela cabeça. Grupos adultos são capazes de se defender de outros grandes predadores. A vida em grupo aumenta a capacidade de proteção dos indivíduos, principalmente dos filhotes.
🐊 Jacaré-açu (Melanosuchus niger) Jacaré-açu. Divulgação/Ibama Com mais de 5 metros de comprimento e podendo chegar a tamanhos ainda maiores, o jacaré-açu é o maior dos jacarés encontrados no Brasil. O animal também está entre os grandes predadores dos ambientes aquáticos da Amazônia.
É um predador oportunista e pode se alimentar principalmente de peixes, mas também capturar aves e outros animais que se aproximam da água. Carcaças também podem fazer parte da alimentação. A estratégia de caça envolve o fator surpresa.
Dentro da água, o jacaré pode se aproximar por baixo e atacar rapidamente. Nas margens, também pode avançar sobre animais que estejam próximos. Parte 01: Em Presidente Figueiredo, projeto piloto maneja jacaré-açu em cativeiro Quando captura uma presa de grande porte, utiliza a força da mandíbula e movimentos do corpo para arrancar pedaços.
A mordida é uma das principais armas do jacaré-açu, que consegue exercer grande pressão com as mandíbulas.



