Área de garimpo ilegal no interior do Amazonas Divulgação A Justiça Federal tornou réu um homem acusado de participar da exploração ilegal de cassiterita dentro do Parque Nacional dos Campos Amazônicos, em Novo Aripuanã, no interior do Amazonas. A decisão foi tomada após o recebimento de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). Segundo o MPF, a atividade ilegal causou a destruição de 36,77 hectares de floresta nativa em uma área conhecida como "Garimpo do Rato".
O acusado vai responder pelos crimes de usurpação de patrimônio da União, dano a unidade de conservação e extração ilegal de recursos minerais. De acordo com a denúncia, o garimpo foi descoberto em 12 de abril de 2025 durante a Operação Ramus, realizada pela Polícia Federal (PF), pela Força Nacional e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp No momento da chegada das equipes de fiscalização, a extração mineral estava em funcionamento.
Conforme os agentes, o local tinha estrutura considerada de grande porte, com geradores de energia, motores-bomba, caixas separadoras e barracos de apoio. Operações atingem garimpo ilegal e geram prejuízo bilionário Durante a destruição dos equipamentos usados na atividade ilegal, os fiscais ouviram dois disparos de arma de fogo vindos da mata. Após buscas na região, o suspeito foi localizado em um ramal próximo.
Segundo a denúncia, embora não estivesse armado nem portasse documentos, o homem admitiu aos agentes que participava da extração ilegal. Ele também relatou como funcionava a logística do garimpo e afirmou que a estrutura era administrada por outra pessoa. Desmatamento avançou por dois anos Análises de imagens de satélite e monitoramento remoto indicaram que o desmatamento na área ocorreu entre março de 2023 e abril de 2025.
Durante as inspeções, o ICMBio constatou a retirada completa da vegetação em 36,77 hectares dentro da unidade de conservação. A fiscalização também identificou alterações no solo e na paisagem, com a abertura de grandes cavas provocadas pela atividade minerária. Ainda segundo o levantamento ambiental, os danos causaram perda de habitat para espécies da região, fragmentação de áreas naturais e aumento do risco de erosão e assoreamento de cursos d'água.
O que pede o MPF Na ação, o Ministério Público Federal sustenta que a exploração ilegal tinha como objetivo a obtenção de vantagem econômica. O órgão pediu à Justiça a fixação de um valor mínimo de R$ 10 mil por danos morais coletivos, a ser destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos. Também foi solicitada indenização pelos danos patrimoniais e ambientais, cujo valor será definido após avaliação técnica do ICMBio.
A Justiça Federal determinou que o réu apresente defesa no prazo de 10 dias. Ele poderá encaminhar documentos, indicar provas e apresentar até oito testemunhas. LEIA TAMBÉM: Operações no AM destruíram 375 estruturas e fizeram garimpo ilegal perder mais de R$ 1 bilhão PF destrói 22 dragas e 5 embarcações usadas em garimpo ilegal no Rio Madeira, no AM; VÍDEO



