O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a falar nesta quarta-feira (7) em "redemocratizar" o Brasil. Mais cedo, senador afirmou que medida se referia a propostas já anunciadas por ele caso seja eleito (veja mais abaixo). "A gente tem que buscar a estabilidade nesse país.
Não dar para admitir o Supremo Tribunal Federal da forma como está, a gente tem que proteger as instituições. Não é por causa de um ou outro que a gente tem que baixar a cabeça e achar que tá tudo bem, porque não está tudo bem. Inclusive de ontem para hoje, uma parte da imprensa questionando, é a papel da imprensa questionar, quando eu falo que a gente tem que redemocratizar o Brasil.
A gente tem que redemocratizar, porque as instruções têm que voltar a ser respeitadas", disse Flávio. "Olha o que o povo brasileiro falou nas urnas. Olha o Congresso Nacional que será configurado a partir de janeiro.
Acho que nenhum um presidente da República com meu perfil casou tanto com um Congresso como esse de centro-direita, em que a maioria está ali estabelecida por identidade programática". O senador deu a declaração durante evento de anúncio de apoio do partido Republicanos à sua candidatura no segundo turno das eleições.
Republicanos declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno Na manhã desta quarta, Flávio afirmou que a declaração sobre querer "mudar a Constituição para redemocratizar o país" se referia a propostas já anunciadas por ele caso seja eleito, como a redução da maioridade penal e mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF). "Vocês acham que o Brasil está numa democracia plena? Não.
A gente tem que respeitar a política, tem várias PECs [propostas de mudanças na Constituição] que são possíveis", disse. “Tem que haver, sim, uma reforma no Judiciário. Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC.
Tem pontos da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC. E o fim da reeleição", prosseguiu. Durante viagem a Goiânia nessa terça-feira (6), Flávio falou que, caso seja eleito, quer usar a maioria no Congresso conquistada nas urnas no último domingo (4) para "mudar a Constituição", mas não disse o que pretende alterar.
Ele deu a declaração ao lado do candidato derrotado no primeiro turno Ronaldo Caiado (PSD), que anunciou apoio à candidatura dele. O candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), fala com a imprensa no dia de um encontro com representantes de partidos políticos que apoiam sua campanha para o segundo turno das eleições, em Brasília, Brasil, em 7 de outubro de 2026 REUTERS/Diego Herculano



