Homicídio é registrado em área de chácaras em Rorainópolis A cadela do agricultor Justino Henrique Pereira, de 79 anos, morto na própria chácara em Rorainópolis, ajudou o genro dele a encontrar o corpo. Em depoimento à Polícia Militar, o homem disse que ela "companheira fiel" da vítima e que estava agitada durante as buscas. Justino foi encontrado morto na quarta-feira (28).
O irmão dele, Procópio José Brito de Oliveira, de 80 anos, foi preso em flagrante suspeito do crime, mas foi liberado na audiência de custódia. O g1 tenta contato com a defesa dele. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Segundo o genro, um mestre de obras de 37 anos, durante as buscas pelo sogro, a cadela foi até ele e depois voltou ao local de onde havia saído.
O homem seguiu o animal e encontrou Justino morto. Em depoimento à Polícia Civil, ele também afirmou que a cadela da família estava agitada.
LEIA TAMBÉM: Justiça concede liberdade a idoso de 80 anos suspeito de matar irmão em Rorainópolis Polícia apreende machado com sangue em casa de idoso morto em Rorainópolis Idoso é encontrado morto e irmão de 80 anos é preso suspeito do crime em Rorainópolis Ameaças anteriores O filho da vítima, de 47 anos, relatou à Polícia Militar que o pai havia sido ameaçado pelo irmão na terça-feira (27), um dia antes de ser encontrado morto.
Ele também disse que Procópio já havia avisado aos familiares que cometeria o crime, mas as ameaças não foram levadas a sério. Outras testemunhas disseram que Procópio apresentava comportamento agressivo e falas desconexas há cerca de três meses. Ele dizia aos moradores da região que andava com uma arma cortante e chegou a ameaçar um vizinho, afirmando que o mataria caso ele "olhasse para a cara dele".
As testemunhas reforçaram que, ao contrário do irmão, Justino era um morador pacífico e vivia na região há 10 anos sem desavenças com nenhum outro morador. Justino Henrique Pereira tinha 79 anos e era morador de Rorainópolis, no Sul de Roraima Arquivo pessoal A Polícia Civil encontrou marcas de sangue na sala, na cozinha e em um machado na casa de Justino. O corpo dele foi achado com ferimentos e queimaduras a cerca de 80 metros da casa, na plantação de cacau da família.
Ao lado do corpo, a perícia recolheu a tampa de um galão de combustível. Familiares reconheceram que o recipiente pertencia à casa de farinha da própria chácara. Após testemunhas serem ouvidas, o caso, inicialmente registrado como homicídio simples, passou a ser tratado como homicídio qualificado com emprego de fogo, meio insidioso ou cruel.
Quando foi preso, Procópio apresentava sinais de embriaguez e tinha um corte nos dedos de uma das mãos. Aos policiais, ele afirmou que escorregou em uma ladeira enquanto ia pedir dinheiro emprestado ao sobrinho e se cortou acidentalmente no próprio facão. O sobrinho negou a versão de Procópio e afirmou à polícia que o idoso não passou perto da casa dele naquele horário.
A família também desconfiou de Procópio depois que o genro de Justino o encontrou na estrada, na manhã de quarta-feira. Segundo o relato, ele caminhava em direção à chácara com um facão na mão e não respondeu ao cumprimento. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.



