Noronha começa combate à dengue com mosquitos estéreis A Administração de Fernando de Noronha iniciou a implantação da técnica de mosquitos estéreis para reduzir a população do Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika (veja vídeo acima). A ação é realizada em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, com apoio do Ministério da Saúde e da Organização das Nações Unidas (ONU). Em 2015 e 2016, a ilha recebeu um projeto-piloto.
Na época, mosquitos estéreis foram liberados em quatro pontos da Vila da Praia da Conceição. Segundo os pesquisadores, os resultados foram positivos e, agora, a técnica será aplicada de forma mais ampla. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Fernando de Noronha vai combater o Aedes aegypti na ilha.
Ana Clara Marinho/TV Globo O trabalho passou a ser colocado em prática pela organização social Moscamed Brasil. “Instalamos armadilhas, chamadas de ovitrampas, para coletar os ovos dos mosquitos de Noronha. Em laboratório, esses insetos vão se desenvolver até a fase adulta para formar uma colônia.
Isso será feito na Bahia, com autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)”, explicou o presidente da Moscamed, Jair Fernandes Virginio. Ovitrampas foram instaladas em Fernando de Noronha Ana Clara Marinho/TV Globo As armadilhas foram distribuídas em 33 pontos da ilha. No final de setembro, os primeiros ovos serão transportados para o continente.
Segundo os estudos, apenas as fêmeas do Aedes aegypti transmitem as arboviroses. “No laboratório, vamos esterilizar os machos por meio de irradiação e marcar esses mosquitos antes de trazê-los de volta para Noronha. Em seguida, eles serão liberados na natureza e vão procurar as fêmeas para acasalar.
As fêmeas que cruzarem com esses machos vão colocar ovos que não irão se desenvolver”, informou o presidente da Moscamed. Segundo Jair Virginio, o processo não utiliza produtos químicos e não oferece riscos ao meio ambiente ou à população. Aedes aegypti encontrado na ilha Ana Clara Marinho/TV Globo Casos de arboviroses na ilha Em Fernando de Noronha não foram identificados de casos de zika.
Os dados de casos investigados e confirmados de chikungunya e dengue na ilha são os seguintes: Chikungunya 2022: 126 casos investigados e 9 confirmados; 2023: 43 casos investigados e 2 confirmados; 2024: 16 casos investigados e 8 confirmados; 2025: 1 caso investigado e 1 confirmado; 2026: 3 casos investigados e nenhum confirmado.
Dengue 2022: 79 casos investigados e 17 confirmados; 2023: 22 casos investigados e 2 confirmados; 2024: 53 casos investigados e 50 confirmados; 2025: 16 casos investigados e 14 confirmados; 2026: 71 casos investigados e 45 confirmados. Expectativa O gerente de Vigilância em Saúde da Administração de Fernando de Noronha, Guilherme Santos, afirmou que a expectativa é reduzir o número de casos de arboviroses na ilha.
“A gente acredita que ainda não será possível zerar os casos de arboviroses, mas a nossa expectativa é ter uma redução significativa dos casos de dengue e chikungunya em Fernando de Noronha”, falou Guilherme Santos. Além da técnica dos mosquitos estéreis, outras ações já foram realizadas em Noronha para combater o Aedes aegypti. “Nós fizemos a capacitação técnica dos agentes de endemias e realizamos um estudo-piloto da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com larvicidas biológicos”, informou o gerente.
O projeto com os mosquitos estéreis será desenvolvido inicialmente por três anos. Guilherme Santos acredita que Fernando de Noronha pode se tornar um modelo para o controle das arboviroses. “Com os estudos e os trabalhos realizados, podemos ser uma referência para o Brasil e outros locais do mundo no controle da dengue”, declarou Santos.
Larvicidas biológicos são aplicados em Noronha Ana Clara Marinho/TV Globo VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias



