PF de Bauru pede afastamento do prefeito de Jaú em inquérito sobre corrupção A Polícia Federal de Bauru (SP) pediu o afastamento cautelar imediato de Ivan Cassaro (PSD) do cargo de prefeito de Jaú (SP). A solicitação consta no relatório final de um inquérito que apura corrupção, organização criminosa e crimes eleitorais envolvendo o chefe do Executivo e outras 12 pessoas.

Segundo a PF, o afastamento busca evitar retaliações ou intimidação a testemunhas e colaboradores, já que o prefeito mantém poder de influência sobre os servidores públicos. Cassaro foi indiciado por corrupção passiva, organização criminosa e corrupção eleitoral. Esse é o segundo mandato do político, que venceu a disputa nas eleições municipais de 2024.

📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Ivan Cassaro, prefeito de Jaú (SP) Reprodução/Ivan Cassaro/Facebook 'Gabinete paralelo' e pagamentos via PIX A investigação aponta que um grupo informal foi estruturado na administração municipal para manipular o debate político e a opinião pública em Jaú. O esquema pagava comunicadores para exaltar a gestão e atacar adversários com desinformação.

Rede de páginas e rádio: radialistas, influenciadores e administradores de páginas regionais recebiam remunerações clandestinas em torno de R$ 1,5 mil por mês; Extorsão de fornecedor: o responsável pelas obras do estádio municipal revelou, por meio de ata notarial com 24 áudios, que medições e pagamentos da obra ficavam travados na prefeitura até que ele fizesse repasses via Pix diretamente aos comunicadores indicados pelo gabinete; Beneficiário final: conforme a polícia, todo o esquema funcionava para promover artificialmente a imagem de Cassaro e influenciar o eleitorado local.

Ao todo, 13 pessoas foram indiciadas no relatório final. São elas: Ivan Cassaro, prefeito de Jaú; Um secretário e um ex-secretário municipal; Dois empresários; Sete comunicadores; A esposa de um dos comunicadores.

Operação Mídia Cativa PF cumpre mandados e apura compra de apoio político e reportagens em Jaú O esquema foi alvo da Operação Mídia Cativa, deflagrada em maio de 2026, quando agentes federais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) em Jaú, Dois Córregos (SP) e Nhandeara (SP). De acordo com o inquérito, um ex-secretário coordenava os repasses financeiros clandestinos e cobrava as publicações.

Já um secretário em exercício enviava pautas, vídeos e orientações editoriais sobre quem deveria ser elogiado ou criticado. A Polícia Federal deflagrou operação que investiga crimes de corrupção eleitoral, associação criminosa e abuso de poder econômico Polícia Federal O que diz a prefeitura Em nota oficial, a Prefeitura de Jaú afirmou que o caso corre sob segredo de justiça e que todas as manifestações serão apresentadas exclusivamente no processo judicial.

A administração destacou que a nota também representa o posicionamento pessoal do prefeito Ivan Cassaro.