Jogador é achado morto 7 dias após desaparecer em festa no Paraguai Os cinco réus pelo assassinato do jogador Hugo Vinicius Skulny Pedrosa, de 19 anos, serão levados a julgamento no dia 26 de outubro, em Amambai, a 351 km de Campo Grande. A expectativa é de que o júri dure até dois dias, diante da complexidade do caso. O crime ocorreu em junho de 2023, em Sete Quedas.

Hugo foi morto a tiros, teve o corpo esquartejado e partes dos restos mortais foram jogadas no rio Iguatemi. Entre os envolvidos no caso está Rúbia Joice de Oliver Luvisetto, ex-namorada do jovem à época. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Conforme a sentença de pronúncia, três réus responderão pelos crimes de homicídio qualificado, por motivo torpe e emprego de meio cruel, além de ocultação de cadáver.

São eles: Rúbia Joice de Oliver Luvisetto; Danilo Alves Vieira da Silva; Cleiton Torres Vobeto. Rúbia está presa em Campo Mourão (PR), mas será transferida para participar presencialmente do júri em Mato Grosso do Sul. Na mesma sessão, também serão julgados os pais de Rúbia, mas apenas pelo crime de fraude processual por supostamente terem ajudar a ocultar provas do crime.

São eles: Patrick Eduardo do Nascimento; Noemi Matos de Oliver. Na decisão que determinou o julgamento, o juiz Renan da Silva Pinto, da Vara Criminal da Comarca de Amambai, negou os pedidos das defesas dos réus para ampliar o tempo destinado aos debates, à réplica e à tréplica. A defesa conjunta de Rúbia, Noemi e Patrick havia requerido cinco horas para as falas iniciais e três horas para a réplica e a tréplica.

Já a defesa de Danilo pediu, no mínimo, uma hora para cada acusado nas manifestações iniciais e 30 minutos para cada acusado nas fases subsequentes. O magistrado, contudo, indeferiu os pedidos. Conforme a decisão, acusação e defesa terão 2h30min cada para os debates, enquanto eventual réplica e tréplica terão duração máxima de duas horas cada.

“A complexidade da causa e o número de acusados não autorizam, por si sós, a alteração unilateral dos prazos legais”, explicou o juiz. A limitação do tempo também levou em consideração a quantidade de pessoas que serão ouvidas durante o julgamento. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) convocou cinco testemunhas, três peritos e quatro informantes.

O juiz também autorizou a intimação de 12 pessoas indicadas como testemunhas pelas defesas de Rúbia e dos pais dela. No caso de Danilo, serão mais seis testemunhas. Já a defesa de Cleiton Torres Vobeto perdeu o prazo para se manifestar.

Outro pedido das defesas aceito pela Justiça foi o comparecimento presencial dos acusados no júri. Eles poderão utilizar roupas civis e acompanhar a sessão sem algemas. Ficará a cargo da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) organizar a logística de transporte, escolta e custódia dos réus, diante da possibilidade de o júri durar mais de um dia.

O julgamento terá início às 8h do dia 26 de outubro de 2026, no Fórum de Amambai. Hugo e Rubia. Reprodução.

O caso Hugo foi morto no dia 25 de junho de 2023, após sair de uma festa no município vizinho de Pindoty Porã, no Paraguai. Segundo a denúncia, ele foi deixado por amigos próximo à casa da ex-namorada, Rúbia. Conforme a denúncia do Ministério Público, o jovem foi atraído por Rúbia até uma residência dela, onde, segundo a acusação, ela e Danilo assassinaram a vítima.

Em seguida, ainda de acordo com a denúncia, o corpo do jovem foi esquartejado e jogado em um rio, com a participação de Cleiton. Depois que o desaparecimento do rapaz mobilizou toda a cidade, Rúbia ainda teria prestado informações desconexas à polícia para dificultar a localização do corpo e viajado para o Paraguai. O desaparecimento do jovem foi registrado na segunda-feira (26) pela mãe de Hugo, Eliana Skulny.

Após sete dias de buscas, que mobilizaram moradores e até a cantora Ana Castela, partes do corpo de Hugo foram encontradas no domingo (2), no rio Iguatemi, em Sete Quedas (MS). Os restos mortais foram localizados durante uma operação de força-tarefa que envolveu as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros e a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron).

O reconhecimento foi feito a partir de uma tatuagem que Hugo tinha no braço, com o nome do pai, que havia morrido cerca de dois anos antes. As partes do corpo foram levadas para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) e, conforme as informações do caso, ainda não haviam sido liberadas. Veja mais vídeos de Mato Grosso do Sul: