Após despedida da carreira solo, Fiuk diz que retorno da Hori foi 'como voltar para casa' A despedida da carreira solo de Fiuk, realizada na noite de sexta-feira (18), em Campinas (SP), marcou também o retorno oficial da Hori, banda que projetou o cantor nacionalmente no fim dos anos 2000.
Depois da apresentação, Fiuk revelou em entrevista exclusiva ao g1 que o reencontro com Alexandre Bispo e Cleiton Galvão, formação original da banda, aconteceu sem planejamento e deu origem a novos projetos, incluindo um álbum inédito. O show terminou em clima intimista e nostálgico. Ao final, os integrantes receberam os fãs para fotos, conversaram com o público e celebraram o retorno da banda.
"A gente fez o show pra 67 pessoas e tocou como se fossem 67 mil. Eu não quero brigar com ninguém. Quero trabalhar, tocar e reconstruir essa história do jeito certo", disse o cantor nas redes sociais neste domingo (20).
Show de Fiuk faz fã encarar ônibus de BH para Campinas e atrai até cover de Fabio Jr Fiuk se despede dos palcos solo diante de 67 pessoas Segundo Fiuk, a volta da Hori ocorreu quando os integrantes deixaram de tentar forçar uma reunião. "A gente não está esperando nada. Eu tentei retomar a banda em outros momentos, mas era isso que me atrapalhava.
Então a gente só se reencontrou de novo, começou a tocar. Quando a gente viu, já estava ensaiando toda semana", afirmou. Segundo ele, aos poucos os integrantes perceberam que queriam retomar o projeto.
"Foi como voltar para casa. Eu tive que soltar para voltar de novo. Na hora em que a gente não queria voltar com a banda, a gente só se encontrou para tocar.
Aí olhou um para o outro e falou: 'cara, vamos voltar com esse negócio porque é o que a gente gosta de fazer'", comentou Fiuk. Álbum novo a caminho Fiuk anunciou em Campinas (SP) o fim da carreira como cantor solo e o retorno da Banda Hori Bárbara Camilotti Fiuk confirmou que a retomada não ficará restrita aos palcos: a Hori já trabalha em músicas inéditas e planeja lançar um novo álbum. "O repertório do show começou a sair, o repertório de um álbum que está vindo aí também, um álbum novo.
DVD, tudo isso aí a gente vai acabar fazendo", revelou. Embora ainda sem datas anunciadas, a proposta é construir o novo momento sem pressão por resultados comerciais ou expectativas externas. "O plano é a gente gostar do que está fazendo.
A gente não está mirando exatamente em um lugar", afirmou. Reencontro com os fãs Um dos momentos que mais chamou a atenção de Fiuk durante o show foi a reação do público às músicas da Hori. Mesmo após anos de hiato, os fãs cantaram o repertório do início ao fim.
"Quando chegava nas músicas da Hori parecia que acendia alguma coisa na galera", contou. "Eu vejo os moleques aqui, vejo as meninas que acompanharam a gente tanto tempo. É louco.
Ainda estou assimilando a parada". Segundo ele, o apoio dos fãs foi fundamental para que não desistisse da música durante períodos difíceis. "Quem não me deixou desistir foram essas pessoas.
Às vezes eu estava tirando foto em algum lugar e alguém me mostrava uma tatuagem com o símbolo da Hori. Nos momentos ruins, parecia que elas sabiam o que eu estava passando. Eram mensagens muito direcionadas: 'volta, acredita, a gente está aqui'", relembrou Fiuk.
O que mudou desde o fim da banda Ao refletir sobre o mercado musical e sobre a trajetória percorrida desde o auge da Hori, Fiuk disse que precisou experimentar outros estilos e caminhos para entender o que realmente queria fazer artisticamente. Durante a carreira solo, ele transitou por gêneros como rap, trap e músicas brasileiras de diferentes influências, além de compor para outros artistas. Agora, porém, acredita que encontrou novamente sua identidade dentro da banda.
"A banda é isso aí: baixo, bateria e guitarra", resumiu. O cantor também avaliou que a indústria musical se tornou excessivamente orientada por estratégias comerciais. "Acho que o mercado está um pouco comercial demais.
Já participei de composições em que a preocupação era saber qual era a palavra-chave que tinha que estar na música", afirmou. Para ele, a volta da Hori representa o contrário dessa lógica. "Agora eu estou inteiro demais.
A gente só quer fazer o que acredita. Automaticamente, alguém vai se identificar e outra pessoa não vai. Mas a gente acredita nas mesmas coisas e tem um propósito de vida mesmo", ponderou o cantor.
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