Animais resgatados Redes sociais O avanço das queimadas e a seca histórica no oeste do Pará têm mobilizado brigadistas e moradores não apenas no combate ao fogo, mas também no socorro a animais silvestres. Em Juruti, um bicho-preguiça foi resgatado por voluntários enquanto tentava escapar de um incêndio florestal. Já em Belterra, outro animal da mesma espécie apareceu em uma residência em busca de água para aliviar a sede.
✅ Siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O resgate em Juruti ocorreu durante uma ação de combate ao fogo na floresta. Brigadistas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), do Norte Resgate e da Defesa Civil atuavam na contenção das chamas com sopradores e mochilas costais quando perceberam o bicho-preguiça cercado pelo fogo na vegetação. Em Juruti, brigadistas salvaram animal cercado por incêndio florestal.
As equipes interromperam temporariamente o combate para retirar o animal da área de risco. Após o salvamento, a preguiça passou por avaliação veterinária, recebeu cuidados e foi devolvida a uma área de mata segura e longe dos focos de incêndio. Sede e calor em Belterra A busca por sobrevivência também levou um bicho-preguiça a se aproximar de uma casa na comunidade de Pindobal, em Belterra.
O morador Marcos Vieira registrou o momento em que o animal apareceu no quintal durante a madrugada. Em Belterra, bicho-preguiça recebe água de morador, em meio à estiagem Preocupado com o calor e sabendo que a comunidade enfrenta quatro meses de estiagem sem chuva, o morador usou uma mangueira para dar água ao bicho-preguiça. Ele também ofereceu pedaços de alimentos ao animal.
Embora existam queimadas na região de Belterra, não havia focos de incêndio na área próxima à residência do morador. Alerta de especialistas De acordo com o biólogo Esrom Paixão, responsável técnico pelo Zoológico da Unama (Zoounama), a aproximação de animais silvestres de áreas rurais e urbanas é uma reação direta de sobrevivência provocada pela destruição de seus habitats naturais.
O especialista explica que, ao fugirem para as cidades, espécies como macacos e bichos-preguiça ficam expostas a graves perigos, como atropelamentos em rodovias, choques elétricos na rede de energia e ataques de cães domésticos. A orientação dos órgãos ambientais é para que os moradores nunca tentem capturar, alimentar ou transportar animais silvestres por conta própria.
Caso encontre um animal ferido, desorientado ou em situação de risco, a população deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros, pelo número 193, ou a Secretaria de Meio Ambiente do município.



