Incêndio na Escola Prada: diferentes gerações de alunos lamentam destruição de prédio A Prefeitura de Limeira (SP) abriu nesta quinta-feira (29) um processo de licitação para reconstruir a Escola Municipal Prada. O prédio histórico ficou destruído após ser atingido por um incêndio de grandes proporções em maio deste ano. Além de reforma e restauração das partes destruídas, o projeto também prevê a ampliação da escola.
Ele está avaliado em R$ 14,8 milhões. Em agosto, um laudo do Instituto de Criminalística (IC) apontou falha elétrica como possível causa do incêndio de grandes proporções (veja abaixo detalhes). 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram As obras previstas pela prefeitura envolvem a recuperação das áreas danificadas pelo fogo, a preservação das características arquitetônicas do imóvel histórico e a ampliação das instalações, incluindo a implantação de uma nova quadra coberta.
A unidade atende 320 crianças entre 5 e 11 anos e atualmente está abrigada provisoriamente na Secretaria de Educação. Não foi divulgada uma previsão de quando a reconstrução será finalizada. Incêndio atinge Escola Prada, em Limeira (SP) Wesley Almeida/EPTV Falha elétrica Apesar de apontar falha elétrica como possível causa do incêndio, o laudo do Instituto de Criminalística (IC) minimizou a hipótese de curto-circuito ou sobrecarga na rede de energia.
Por outro lado, o documento cita fenômenos associados a mau contato, conexões deficientes, emendas deterioradas, afrouxamento de terminais e falhas de isolamento como razões mais prováveis. O laudo foi anexado ao inquérito aberto pela Polícia Civil que apura eventuais omissões que possam ter colaborado para o fogo. Ao levantar as hipóteses mais e menos prováveis, a perícia considerou que a unidade não estava em atividade regular no momento do incêndio.
Por conta disso, com poucos equipamentos em funcionamento, a probabilidade de uma sobrecarga dos circuitos é menor. Segundo o laudo, a hipótese de curto-circuito também deve ser analisada com cautela, já que em instalações com dispositivos de proteção, esse tipo de incidente tende a provocar a interrupção automática do circuito.
"Para que um curto-circuito isolado atuasse como elemento deflagrador do incêndio, seria necessária a transferência de energia suficiente para promover a ignição de materiais combustíveis presentes nas proximidades, antes da atuação dos sistemas de proteção ou da extinção do arco elétrico", cita.
Bombeiro apagando as chamas durante incêndio na escola Prada na última sexta-feira (1º) Wagner Morente/GCM de Limeira Hipóteses mais prováveis Já ao abordar as hipóteses de mau contato, conexões deficientes, emendas deterioradas, afrouxamento de terminais e falhas de isolamento, o documento afirma que essas condições podem produzir aquecimento localizado por períodos prolongados, sem necessariamente ocasionar o imediato desligamento dos dispositivos de proteção.
"Tais mecanismos podem estar associados ao envelhecimento natural da instalação elétrica, incluindo o ressecamento e a deterioração de capas isolantes de condutores e demais materiais empregados no isolamento elétrico, à ausência ou insuficiência de manutenção, a intervenções realizadas ao longo do tempo ou à execução inadequada de determinados trechos da rede." Apesar das suspeitas, o órgão ressaltou que, devido à destruição do local, não foi possível determinar de forma conclusiva o que deu início ao fogo.
No documento, o IC cita que o incêndio possivelmente começou na região do entreforro do prédio histórico, espaço onde havia componentes da instalação elétrica e elementos estruturais de madeira, o que favoreceu a propagação do fogo. A perícia, porém, não identificou vestígios que indicassem que o incêndio tivesse sido causado de propósito nem evidências de que as chamas começaram fora da edificação. O edifício não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
Imagem aérea da Escola Prada em chamas na última sexta-feira (1º) Wesley Almeida/EPTV Prédio histórico A escola completará 80 anos em junho de 2027. O prédio, tombado como patrimônio histórico do município, faz parte do Conjunto Prada, onde funcionava uma das maiores fábrica de chapéus da América Latina. A estimativa é que cerca de 30 mil alunos já passaram pela unidade desde o início das atividades.
Escola Prada em 2022 Reprodução/Redes sociais VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba



