Imagem aérea mostra destruição em local de casamento após ataque no Irã; 4 morreram O comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Ahmad Vahidi, prometeu nesta quinta-feira (3) vingar as quatro pessoas mortas em uma cerimônia de casamento no sul do país. Teerã atribui o ataque aos Estados Unidos. "O sangue puro desses mártires oprimidos (...) não ficará sem resposta e certamente será vingado", afirmou Vahidi em comunicado divulgado pela televisão estatal iraniana.

✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O ataque aconteceu na última terça-feira (1°), segundo autoridades iranianas e o Crescente Vermelho. Entre as vítimas, estaria uma criança de 4 anos. O episódio ocorreu em meio à escalada do confronto entre os dois países.

No mesmo dia, forças americanas realizaram novos ataques contra posições ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica. Washington afirmou que as ações foram uma resposta a supostas tentativas iranianas de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz e militares americanos na região. Após o ataque ao casamento, o governo iraniano condenou a ação e prometeu retaliação.

O porta-voz da chancelaria, Esmaeil Baqaei, afirmou que o país responderia aos Estados Unidos e classificou como perigosa qualquer tentativa de normalizar bombardeios contra áreas civis.

LEIA TAMBÉM Irã diz ter atacado bases dos EUA no Kuwait e nos Emirados Árabes Pattaya, a 'cidade do pecado' onde 5 mil militares americanos desembarcaram após oito meses em alto mar EUA interceptam e explodem barco usado por grupo considerado terrorista em operação com Equador Em seguida, o Irã anunciou ataques com drones e mísseis contra alvos americanos na região. Autoridades iranianas disseram que a ofensiva fazia parte da resposta à campanha militar dos EUA contra o país.

A retórica iraniana aumentou nos dias seguintes. Baqaei classificou o caso como um "crime de guerra", enquanto outras autoridades acusaram os Estados Unidos de terem atacado civis deliberadamente durante a celebração do casamento. Os Estados Unidos, porém, negaram ter atingido a festa.

O ministro iraniano Ahmad Vahidi Vahid Salemi / AP