A equipe econômica do governo Lula negou que o reajuste do Bolsa Família anunciado nesta quinta-feira (17) tenha relação com as eleições de 2026. A medida deve beneficiar 19,3 milhões de famílias no Brasil. O anúncio ocorre a poucas semanas das eleições presidenciais de outubro, nas quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta a reeleição.

Embora siga liderando a maior parte das pesquisas de intenção de voto, levantamentos divulgados nas últimas semanas mostram um cenário mais apertado e avanço de seus principais adversários, com disputas de segundo turno em situação de empate técnico em alguns institutos. "Creio que não [tem relação com as eleições]. Ficou claro que foi feito pelo esforço de cadastro.

Precisávamos da clareza que temos espaço fiscal disponível. Identificamos e viemos dar a tranquilidade para o presidente que tínhamos capacidade", disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. De acordo com o governo, o reajuste dos benefícios do Bolsa Família em cerca de 15,04%.

Com isso, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777, informou o Ministério do Planejamento. O reajuste passa a valer já no mês de outubro.

No fim de agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa – marca do governo Lula na área social. Questionado sobre o que mudou do fim de agosto até esta semana, o ministro do Planejamento afirmou que apareceram novas informações, relacionadas com o relatório do orçamento que será divulgado no fim de setembro.

"E o que mudou da PLOA pra ca é o relatório trimestral, que será anunciado em setembro, e o monitoramento do andamento das despesas obrigatórias. O pedido foi do Ministério [do Desenvolvimento Social] porque a lei já faz autorização. e combinamos identificar eventual espaço fiscal, e recebendo recente os dados, temos esse espaço e é possível', concluiu Moretti.