O Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou nesta quinta-feira (24) um servidor suspeito de atuar para alterar a tramitação de processos na Corte e abriu um procedimento disciplinar para apurar a conduta do profissional. Segundo o tribunal, o mesmo servidor já havia sido exonerado do cargo de confiança que ocupava e agora está afastado preventivamente de suas funções.

Informações obtidas pelo g1 e pela TV Globo apontam que o assessor pertencia a determinada área do STJ, mas pediu para retirar de pauta três processos de outra área em agosto. Agora no g1 O caso foi registrado no gabinete do ministro Moura Ribeiro e causou estranheza. Ao ser comunicada, a secretaria de segurança achou indícios de que o servidor estava atuando por outra pessoa.

Ele foi exonerado do cargo de confiança em agosto e agora ficará afastado por prazo inicial de 60 dias, que pode ser prorrogado. Ele continua recebendo salário no período. “O afastamento busca preservar a apuração e não representa uma conclusão sobre a responsabilidade do servidor.

A Polícia Federal também será oficiada para averiguar se há indícios de crime”, afirmou o STJ em nota. Proteção nos gabinetes O STJ tem atuado para aprimorar ações de segurança para proteger informações dentro do tribunal. Conforme a Corte, as medidas incluem maior rigor na fiscalização, padronização de procedimentos e estabelecimento de protocolos para os gabinetes e demais unidades do tribunal.

“A iniciativa busca reduzir vulnerabilidades nas rotinas, ampliar a rastreabilidade dos fluxos de trabalho e facilitar a identificação de possíveis irregularidades. Também pretende proteger as informações, os servidores e colaboradores, além da reputação institucional do tribunal”, afirmou o tribunal em nota. O STJ também criou uma estrutura que conta com um juiz que coordena os trabalhos, semelhante ao sistema disciplinar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“Esse novo formato traz mais segurança e agilidade na apuração disciplinar”. Fachada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) TV Gazeta