Procurador eleitoral explica pedido de impugnação de 7 candidatos O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu à Justiça Eleitoral a impugnação do registro de candidatura de sete políticos que disputam as eleições de 2026 no Piauí. Os pedidos foram apresentados ao Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), responsável por analisar os casos. Veja, ao fim da reportagem, a lista dos candidatos citados.

Segundo o MPE, os pedidos de impugnação têm como base rejeições de contas por tribunais de contas, condenações criminais e falta de quitação eleitoral. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Também há casos de candidatos que, conforme o órgão, não cumpriram o prazo legal para deixar cargos públicos antes da eleição, exigência conhecida como desincompatibilização.

"As candidaturas que foram impugnadas até o momento se deram em razão da causa de reprovação de contas perante os tribunais de contas, condenações criminais na Justiça Federal, na Justiça Estadual", afirmou o procurador regional eleitoral Kelston Lages em entrevista à TV Clube. O procurador também apontou a falta de quitação eleitoral entre os motivos dos pedidos. A situação pode resultar do não pagamento de multas eleitorais ou da ausência de prestação de contas de campanhas anteriores.

"Isso também foi bastante acentuado, apesar de várias provocações", disse. Kelston Lages também afirmou que alguns candidatos não cumpriram os prazos exigidos para se afastar de cargos públicos antes da eleição. "Alguns deixaram para se desincompatibilizar fora daquele prazo", disse.

"A lei estabelece prazos em regras de seis meses, ou três meses, dependendo do cargo, e muitos, alguns, deixaram para fazer essa desincompatibilização fora desse prazo, e que leva, portanto, o Ministério Público a fazer essa impugnação", completou. Quem são os candidatos Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), estes são os candidatos que tiveram os registros contestados e os motivos apresentados pelo órgão: Elizeu Aguiar (Novo) Candidato ao Governo do Piauí.

Motivo: rejeição de contas públicas por irregularidade considerada insanável e associada a ato de improbidade administrativa. Jadyel Alencar (Republicanos) Candidato a deputado federal. Motivo: condenação por crime previsto nas hipóteses de inelegibilidade da legislação eleitoral.

Irmão Veloso (PSDB) Candidato a deputado federal. Motivo: contas de campanhas anteriores julgadas como não prestadas, o que impede a obtenção da quitação eleitoral. Cleiton Popular (PL) Candidato a deputado federal.

Motivo: condenação por crime previsto nas hipóteses de inelegibilidade da legislação eleitoral. Samuel Coêlho (PL) Candidato a deputado estadual. Motivo: contas de campanhas anteriores julgadas como não prestadas.

Antonio de Deus (Democracia Cristã) Candidato a deputado federal. Motivo: contas de campanhas anteriores julgadas como não prestadas. Deri Sousa (PSOL) Candidato a deputado estadual.

Motivo: condenação por crime previsto nas hipóteses de inelegibilidade da legislação eleitoral. O que dizem os candidatos Elizeu Aguiar informou que já apresentou defesa à Justiça Eleitoral e aguarda a análise do caso. A Rede Clube também procurou os demais candidatos citados, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

Pedidos não impedem campanha A PRE informou que os sete candidatos continuam aptos a participar da campanha enquanto os pedidos de impugnação são analisados pela Justiça Eleitoral. Pela legislação, candidatos com registro questionado podem realizar atos de campanha até que haja uma decisão definitiva sobre o caso. O TRE-PI deve analisar os pedidos nos próximos dias.

A Justiça Eleitoral tem até 15 de setembro para decidir sobre os registros de candidatura. Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), no Centro de Teresina Andrê Nascimento/ g1 Piauí VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube