Ana Clara dos Santos, de 18 anos, e o padrasto Tacio Gomes dos Santos, de 23, serão indiciados por maus-tratos, abuso sexual e homicídio qualificado, contra Davi Lucas Santos Maia, de 3 anos Reprodução Ana Clara dos Santos, de 18 anos, e Tacio Gomes dos Santos, de 23, mãe e padrasto de Davi Lucas Santos Maia, de 3 anos, que morreu em setembro deste ano, em Porto Acre, no interior do estado, após suspeita de espancamento, serão indiciados por maus-tratos, abuso sexual e homicídio qualificado.

A decisão ocorre após a perícia do Instituto Médico Legal (IML) apontar que a criança sofreu agressões repetidas e após exames confirmarem também violência sexual contra o menino. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp 👉 Contexto: Davi morreu em 8 de setembro, em Porto Acre, no interior do estado. A mãe e o padrasto levaram o menino já sem vida para o hospital do município e disseram inicialmente que ele havia sofrido uma queda.

A equipe médica, porém, encontrou diversas marcas no corpo e acionou a polícia. Os dois foram presos no mesmo dia e tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia. Segundo o delegado Carlos Bayma, responsável pela investigação, o indiciamento dos dois será encaminhado ao Poder Judiciário junto com o laudo pericial.

Avós tentaram criar menino de 3 anos que morreu com sinais de maus-tratos no Acre “De acordo com o envio do laudo ao Poder Judiciário, ele já sairá com o indiciamento de abuso sexual, maus-tratos, seguido de homicídio, de forma qualificada. A mãe também será indiciada como coautora dos crimes, conforme a nova conclusão da investigação”, afirmou. A investigação apontou ainda que a versão apresentada inicialmente pelo casal, de que Davi teria sofrido uma queda, não corresponde ao que foi encontrado pelos peritos.

De acordo com Bayma, a perícia criminal analisou o local indicado pelos investigados e descartou que a criança tenha morrido em decorrência de uma queda na escada. Além disto, ainda falta uma testemunha ser ouvida. “Aquela escada, segundo a perícia do Instituto de Criminalística, não dá para morrer uma criança porque o piso não é cimento, o piso não é asfalto, o piso é barro e é arenoso.

Então, assim sendo, não foi queda de escada, foi maus-tratos seguido de assassinato mesmo”, destacou.

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Segundo o órgão, o casal levou cerca de quatro horas para procurar atendimento médico. Além disso, Tacio já havia sido denunciado ao Conselho Tutelar por suspeita de maus-tratos contra Davi. Davi Lucas Santos Maia deu entrada no hospital com vários hematomas e morreu em Porto Acre no dia 8 de setemrbo deste ano Arquivo pessoal Agressões à criança O diretor do Instituto Médico Legal (IML), Ítalo Maia, afirmou que a perícia encontrou lesões em diferentes graus de cicatrização no corpo de Davi.

“O laudo médico-legal confirmou que essa criança já vinha sofrendo abusos físicos e, provavelmente, como se constatou também no exame final, violência sexual, antes da morte”, afirmou. Segundo Ítalo, os ferimentos encontrados no corpo do menino foram provocados por diferentes tipos de objetos. O médico disse que os exames indicaram principalmente o uso de objetos contundentes.

“Tudo indica que eram por algum objeto, ou uma vara, ou um fio, algum instrumento contundente. Pelas mãos também é possível, não dá para dizer que não havia agressão com as mãos também, mas especificamente está muito claro que foi utilizado alguns objetos”, explicou. Ítalo Maia, diretor do IML, e Carlos Bayma, delegado responsável pela investigação do caso Davi Lucas Arquivo/Polícia Civil A perícia também identificou lesões que indicavam violência sexual.

De acordo com o diretor do IML, a constatação feita durante o exame médico-legal foi posteriormente confirmada por um exame laboratorial feito pelo Instituto de Análise Forense, da Polícia Civil. O laudo do IML também apontou traumatismo craniano como causa da morte de Davi. Conforme o boletim de ocorrência, o menino tinha ferimentos no rosto, pescoço, lombar, virilha, glúteos, coxas e braços.

Também havia uma queimadura no pé e uma lesão nas costas que poderia ter sido provocada por um ferro. ''É um caso bem complexo, que demonstra a ação violenta do agressor. Na minha interpretação e pelos achados que fizemos no corpo da criança, é um caso grave”, afirmou Ítalo.

Família tentou ficar com a criança Antes da morte do menino, familiares disseram que já haviam tentado ficar com Davi. O avô materno, João Evangelista dos Santos, contou que a família considerava que Ana Clara não tinha condições de criar o filho e chegou a pedir que a criança fosse entregue aos parentes. Segundo ele, Davi chegou a passar períodos com a família materna, que mantinha vínculo próximo com o menino.

“Nós lutamos para pegar esse menino, lutamos. Pedimos para ela dar esse menino para nós. Falamos que não tinha condições de criar, falamos: 'você não tem um meio de vida [renda] para sobreviver'.

Mas, eu tenho um meio de vida para sobreviver, eu dou do bom e dou o melhor para ele”, contou o avô. Ana Bela, irmã gêmea de Ana Clara, também afirmou que os familiares costumavam buscar Davi para passar alguns dias com eles, mas que, posteriormente, as visitas ficaram mais difíceis e a família perdeu informações sobre a rotina da criança. Davi Lucas Santos Maia deu entrada no hospital com vários hematomas e morreu em Porto Acre no dia 8 de setemrbo deste ano Arquivo pessoal VÍDEOS: g1